Edegar Pretto ataca Bolsonaro, mas evita falar das suspeitas que atingiram sua gestão na Conab
Petista se esforça para defender a administração Lula, embora sua passagem pela estatal tenha sido marcada pelo controverso leilão do arroz

Edegar Pretto publicou um vídeo simulando um telefonema para acusar o bolsonarismo de destruir a administração pública e afirmar que o Rio Grande do Sul teria sofrido ainda mais durante as enchentes caso Jair Bolsonaro estivesse na Presidência.
O discurso, porém, contrasta com os questionamentos enfrentados pelo próprio petista durante sua gestão na Conab. Segundo reportagem da Gazeta do Povo, publicada em junho de 2024, a estatal esteve no centro do polêmico leilão destinado à importação de 263 mil toneladas de arroz após as enchentes.
O processo acabou anulado pelo governo diante de indícios de irregularidades. Entre as empresas vencedoras estavam uma mercearia atacadista de laticínios, uma locadora de veículos e máquinas e uma fábrica de sorvetes.
A reportagem também destacou que a Conab participava de todas as etapas, desde o aviso do leilão até a entrega e o controle de qualidade do produto. Parlamentares da oposição pediram investigações, audiência com Pretto e a criação da CPI do Arroz.
Pretto agora fala em administração pública destruída, mas não menciona que, sob seu comando, um leilão bilionário foi cancelado e colocou a Conab na mira do Congresso. Antes de simular telefonemas, talvez devesse responder às perguntas que ficaram sem resposta.