Lula deve adiar três indicações ao STJ e postergar escolha para o STF
Nomeações para o STJ só devem começar em 2027; Lula diz que provavelmente não indicará ministro ao STF até o fim do ano.

Lula deve deixar para 2027 as nomeações de ao menos três ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O adiamento ocorre enquanto o presidente diz a interlocutores que é improvável nomear um ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) até o fim do ano, o que pode empurrar a escolha para o presidente eleito ou reeleito após as eleições.
O STJ tem hoje duas vagas abertas e uma terceira será esvaziada em novembro com a aposentadoria do ministro Og Fernandes; o presidente do STJ, Luís Felipe Salomão, pretende abrir o processo seletivo somente em 2027.
No STJ, o presidente da Corte abre edital, o tribunal vota uma lista tríplice (a partir do ano que vem Salomão deve orientar lista quíntupla) e o presidente da República escolhe um nome; as três vagas em disputa são de integrantes da Justiça Estadual.
O STF opera desde outubro de 2025 com apenas dez dos 11 ministros, depois da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, e não dispõe do mecanismo de convocar substitutos como faz o STJ.
Lula tentou indicar o advogado-geral da União Jorge Messias para a vaga deixada por Barroso, mas o Senado barrou a indicação; aliados afirmam que Lula quer tentar Messias de novo, mas avaliam risco de nova rejeição que prejudicaria a campanha.
Passada a eleição, Lula poderá reavaliar se insiste na nomeação para o STF ainda neste ano ou deixar para 2027; se for derrotado, a indicação poderia ser feita apenas para marcar posição, já que o vencedor teria poder de substituir o indicado no ano seguinte.
33 — número total de cadeiras do STJ
3 — vagas que devem ser preenchidas em conjunto a partir de 2027
O próximo passo prático é a abertura do edital no STJ por Luís Felipe Salomão em 2027 e, para o STF, eventual reavaliação da indicação por Lula após as eleições, seguida de sabatina no Senado.