Marionaldo: PDT precisa se autocritar sem abandonar bandeiras
Autor pede diálogo com evangélicos e amplos setores sociais, mantendo defesa do Trabalhismo e foco em políticas concretas
Marionaldo Ferreira pede autocrítica do PDT sem abandonar suas bandeiras, defendendo diálogo com religiosos e amplos setores sociais.
A sugestão tem base em pesquisa Datafolha em São Paulo: 46% dos evangélicos se posicionaram à direita, 15% à esquerda, 11% ao centro e 28% não se posicionaram — logo, não são um bloco homogêneo.
O autor lembra que o Trabalhismo nasceu das lutas sociais, dos sindicatos e da organização popular e que a tradição de Leonel Brizola valorizou presença concreta na vida das pessoas.
Marionaldo alerta contra reduzir o Trabalhismo à institucionalidade, mandatos ou alianças eleitorais e pergunta se o PDT está falando com o povo ou apenas entre si.
Ele afirma que trabalhadores, mães, aposentados e fiéis religiosos mantêm suas demandas por emprego, salário digno, saúde, educação, segurança, respeito à família e oportunidades para os filhos.
“O trabalhador que frequenta uma igreja continua sendo trabalhador”, disse Marionaldo, para reforçar que fé não anula interesses sociais.
Para ele, a autocrítica não significa abandonar princípios, mas priorizar como melhorar concretamente a vida das pessoas — tema que deveria ser debatido pelo PDT agora.
46% — evangélicos que se posicionaram à direita em pesquisa Datafolha em São Paulo
15% — evangélicos que se posicionaram à esquerda
11% — evangélicos que se posicionaram ao centro
28% — evangélicos que não se posicionaram
Marionaldo Ferreira é especialista em governança, desenvolvimento territorial e gestão estratégica, com mais de quatro décadas no setor público, liderança sindical e gestão universitária; ele escreve nas madrugadas de segunda-feira.
O próximo passo sugerido é promover, dentro do PDT, um grande debate sobre como traduzir bandeiras do Trabalhismo em políticas concretas para o cotidiano das pessoas.