Movimentos organizam almoço e apresentam diagnóstico sobre fome no Sol Nascente
Ação ocorreu neste sábado (17) na Cozinha Popular Mara Maria de Jesus e reuniu seis movimentos e organizações

Movimentos populares realizaram neste sábado (17) no Sol Nascente uma mobilização sobre o direito à alimentação e enfrentamento da fome.
O diagnóstico apresentado mostra 49,8% dos domicílios em algum nível de insegurança alimentar em 2023, com 12,7% em insegurança grave.
A ação começou no Coletivo Mulheres do Sol, seguiu com caminhada pelo território e terminou com almoço coletivo na Cozinha Popular Mara Maria de Jesus, usando alimentos da agricultura familiar.
Participaram MST, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Fian Brasil, Coletivo Mulheres do Sol, Ecossol e Fiocruz.
No mesmo dia a Cozinha recebeu o curso de formação “Nosso Direito à Cidade”, organizado pelo MNLM, Fiocruz e MTD, voltado ao fortalecimento de redes comunitárias e organização popular.
O diagnóstico “Alimentação e direitos no Sol Nascente (DF)” foi produzido pela Fian Brasil com o coletivo MultiplicaSSAN e projeto de extensão da UnB, com participação de pesquisadoras da comunidade e lideranças locais.
O relatório identifica oferta limitada de alimentos frescos nos comércios locais e necessidade de transporte público para acessar preços mais baixos; inclui recomendações ao poder público.
“Ter direito a comer não é um favor, é uma obrigação do Estado e de qualquer projeto político de governo”, afirmou Alessandra Farias, da coordenação nacional do MST e advogada da Fian Brasil.
A Cozinha Popular prepara entre 300 e 400 marmitas, duas vezes por semana, e enfrenta dificuldade de abastecimento, sobretudo de proteínas; a última entrega ocorreu em maio.