Economia

Milei lança plano para cortar 20 mil cargos públicos a partir de 1º de novembro

Programa de demissão voluntária dura um mês, prevê pagamentos por tempo de serviço e proíbe retorno por oito anos

PRedação Política.RS19 de out. de 2026, 14h01

O governo de Javier Milei lançou um plano de demissão voluntária para cortar 20.000 postos na administração pública, com início em 1º de novembro e duração de um mês.

O decreto indica que a medida busca “uma adequada e eficiente alocação dos recursos públicos” e inclui diferentes planos de pagamento conforme idade e tempo de serviço.

O ministro de Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, escreveu no X que o governo “continua buscando maneiras de reduzir o gasto público para continuar baixando impostos”.

O programa traz uma cláusula que proíbe o retorno à administração pública por oito anos após a demissão.

A Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) anunciou uma marcha em protesto; o secretário-geral Rodolfo Aguiar afirmou no X: “Não é desligamento voluntário, é demissão extorsiva. A rejeição a este decreto é total.”

Desde a posse de Milei, em dezembro de 2023, foram perdidos 77.500 empregos no Estado nacional, equivalente a 21% dos postos de trabalho do setor público, segundo números divulgados em setembro por Sturzenegger.

Além dos cortes no setor público, sindicatos informaram a supressão de 270.000 empregos no setor privado formal em meio à austeridade fiscal e à queda da atividade econômica.

Sturzenegger reivindica a criação de 400.000 vagas, incluindo emprego informal e trabalhadores autônomos; a taxa de informalidade cresceu três pontos em três anos e está em torno de 45%.

20.000 — vagas que o novo plano pretende cortar

1º de novembro — início do programa, duração de um mês

8 anos — proibição de retorno ao serviço público após adesão

77.500 — cortes já feitos no setor público desde dezembro de 2023

270.000 — empregos formais perdidos no setor privado

400.000 — vagas que Sturzenegger diz ter sido criadas no total

O programa entra em vigor em 1º de novembro; a marcha convocada pela ATE será a primeira reação pública organizada contra o decreto.

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