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Pepe Vargas: “Orçamento vale mais que projeto de lei”

Ex-ministro e deputado visita Flores da Cunha e reclama falta de previsão para duplicação da ERS-122

Redação POLITICA.RS23 de set. de 2026 · 19h339 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Pepe Vargas: “Orçamento vale mais que projeto de lei”
Reprodução: jornaloflorense.com.br

Pepe Vargas diz que “projetos de lei são importantes, mas mais importante é a votação do orçamento.”

A votação do orçamento define a alocação de recursos para saúde, educação e desenvolvimento econômico, afirma Pepe como consequência concreta da atuação da Assembleia.

Pepe Vargas, ex-prefeito de Caxias do Sul e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, concorre pela quarta vez a uma vaga na Assembleia Legislativa; foi eleito deputado estadual em 2018 e reeleito em 2022, buscando o terceiro mandato consecutivo.

Em visita a Flores da Cunha nesta quarta-feira (23), Pepe falou sobre a relação regional com Caxias do Sul e Farroupilha, sobre concessões das rodovias da Serra Gaúcha e sobre a ausência de previsão para a duplicação da ERS-122 entre Flores da Cunha e Caxias do Sul.

Pepe afirma que a duplicação “não está prevista no contrato original” da concessão, que mantém a concessionária com contrato de pleno direito, e critica o modelo de pedágios implantado durante a pandemia; cita que a troca por free flow não trouxe vantagens ao usuário.

O deputado afirma que o Estado destinou R$ 3 bilhões do Fundo de Reconstrução para duas concessões — R$ 1,5 bilhão em cada — e defende que o poder público poderia usar esses recursos diretamente para obras viárias, sem repassar às concessionárias.

Pepe lembra que, enquanto estava na presidência da Assembleia, conduziu um ciclo de debates sobre desenvolvimento econômico e sustentabilidade e apresentou, no início deste ano, um projeto de lei resultante desses debates que ainda não foi votado; ele quer dedicar-se à aprovação se reeleito.

Pepe destaca o limite do Legislativo diante do Executivo: são 14 deputados de oposição em um total de 55, e, nos últimos oito anos, a maioria dos deputados tem assinado a proposta orçamentária enviada pelo Executivo, reduzindo o espaço para emendas parlamentares.