PIB do 1º semestre cresce 1,9%; juros e dívida freiam ritmo
IBGE divulgou em 1º de setembro: economia soma R$ 6,7 trilhões, menor avanço que 2025 e 2024

PIB do primeiro semestre de 2026 cresceu 1,9%, totalizando R$ 6,7 trilhões.
A manutenção da Selic em 14% ao ano e o elevado endividamento das famílias reduziram a demanda por consumo, desacelerando o crescimento.
O IBGE divulgou em 1º de setembro que o crescimento de 1,9% em 2026 ficou abaixo dos 2,5% de 2025 e dos 2,9% de 2024 no mesmo período.
Pela ótica da oferta, agropecuária avançou 3,6% no semestre por oferta de soja e forte produção de café no 2º trimestre; indústria subiu 1,6% puxada pela indústria extrativista (petróleo, gás e minérios); serviços cresceram 1,8%, liderados por informação e comunicação e atividades imobiliárias.
Pela ótica da demanda, consumo do governo cresceu 2,9%, formação bruta de capital fixo ficou estagnada (0%) e consumo das famílias avançou 1,1%, influenciado pela queda da desocupação e pela elevação de rendimentos.
Comércio exterior registrou importações de bens e serviços +3,4% (influenciadas por veículos automotores) e exportações +5,5% (impulsionadas por petróleo).
1,9% — crescimento do PIB no 1º semestre de 2026
R$ 6,7 trilhões — valor do PIB no período
14% ao ano — taxa Selic vigente
3,6% — alta da agropecuária no semestre
1,1% — avanço do consumo das famílias
>60% — participação do consumo das famílias no PIB
O alto endividamento das famílias, somado à Selic em patamar restritivo, compromete parte do orçamento das famílias e será tema central do debate nas eleições, dada a participação do consumo na economia.