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Presidente da Agapa alerta para crise do alho; moção é assinada em Vacaria

Franchielli Motter disse que custos de produção em 2025 tornaram a atividade insustentável; presidente da Câmara Pingo Rezende assinou moção de apoio

PRedação Política.RS20 de out. de 2026, 12h01
Presidente da Agapa alerta para crise do alho; moção é assinada em Vacaria
Reprodução: radioesmeralda.com.br

A presidente da Agapa, Franchielli Motter, avisou na tribuna da Câmara de Vacaria, em 19/10, que a produção de alho vive crise grave.

Ela disse que, em 2025, o custo para produzir 1 kg de alho chegou a R$ 13, enquanto o produtor recebeu cerca de R$ 5,50, aprofundando dívidas e reduzindo investimentos.

Franchielli listou causas: custos elevados, perdas por eventos climáticos e concorrência de alho importado — especialmente da China e da Argentina — que prejudicam o escoamento da safra do Sul.

Na sessão, o presidente da Câmara, vereador Pingo Rezende, assinou uma moção formal de apoio às reivindicações apresentadas pela Agapa.

A dirigente apresentou três pedidos concretos: revogação do compromisso de preços mínimos com empresas chinesas; restabelecimento da cobrança de tarifa antidumping sobre alho chinês em operações liberadas por decisões judiciais; e adoção de medidas antidumping contra o alho argentino.

Franchielli afirmou que muitos produtores “não terão condições de plantar e programar a próxima safra. Ele não tem mais onde buscar recurso.”

Ela relatou redução de área cultivada no Sul, citando casos de agricultores que encolheram plantio de 25 para 2 hectares, mantendo cultivo só para preservar sementes.

A presidente da Agapa alertou que a crise ultrapassa fazendas e atinge geração de empregos, comércio e renda dos municípios, além de comprometer diversidade produtiva e sucessão familiar.

R$ 13 — custo para produzir 1 kg de alho em 2025

R$ 5,50 — preço aproximado recebido pelo produtor em 2025

25 → 2 hectares — exemplo de redução de área de plantio

12 câmaras — número de casas que a mobilização busca envolver para fortalecer pedidos

A saída agora é reunir apoio em outras câmaras e encaminhar as reivindicações a representantes federais e aos órgãos responsáveis pela política comercial.

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