RS vira território estratégico na corrida presidencial
Correio do Povo destaca peso dos 8,5 milhões de eleitores gaúchos e a ofensiva dos presidenciáveis pelo Estado

O Rio Grande do Sul entrou definitivamente no mapa prioritário da eleição presidencial. Reportagem do Correio do Povo desta sexta-feira (4) mostra que o Estado, com 8.526.233 eleitores, possui o sexto maior colégio eleitoral do Brasil e deve receber uma sequência de agendas dos candidatos ao Palácio do Planalto.
Flávio Bolsonaro (PL) esteve em Porto Alegre na quarta-feira (2), enquanto Lula (PT) tem visita prevista para 11 de setembro. Romeu Zema (Novo) passou pela Expointer no domingo (30), e Ronaldo Caiado (PSD) é esperado no evento neste sábado (5). Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) também tiveram agendas no Estado.
Um dos principais fatores é o contingente ainda disponível para conquista. Segundo a Genial/Quaest citada pela reportagem, 19% dos eleitores gaúchos estavam indecisos no levantamento realizado entre 24 e 28 de julho, com 1.104 entrevistados e margem de erro de três pontos percentuais.
O levantamento ajuda a explicar por que o Rio Grande do Sul virou parada frequente das campanhas nacionais. Além dos votos para presidente, as visitas servem para fortalecer as chapas estaduais, com candidatos ao governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
A reportagem também é mais um exemplo do espaço que o Correio do Povo vem reservando à cobertura eleitoral gaúcha.
Nesse cenário, o Correio desbanca a Zero Hora no protagonismo da cobertura política estadual. A coluna de Taline Oppitz, por exemplo, tem antecipado e acompanhado movimentos das campanhas, decisões partidárias e estratégias eleitorais, enquanto a Zero Hora mantém nomes tradicionais em sua cobertura, como Rosane de Oliveira que tem publicado mais do mesmo.
Para quem acompanha diariamente a eleição gaúcha, a intensidade dessa produção colocou o Correio do Povo no centro da cobertura da disputa de 2026, ampliando a concorrência jornalística justamente no momento em que a campanha entra em sua fase decisiva.