Simulação: mudança no voto distrital dá ao PT cinco cadeiras em SC
Com votos de 2026, federação PT/PCdoB/PV subiria de três para cinco deputados em Santa Catarina na transição de 2030.

Simulação com os votos oficiais de 2026 mostra que a federação do PT, formada com PCdoB e PV, passaria de três para cinco deputados federais em Santa Catarina na regra de transição prevista para 2030.
Na hipótese, a bancada catarinense ficaria com sete deputados do PL, cinco da federação do PT, dois do MDB, um do Novo e um do Republicanos.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), anunciou na quarta-feira (28) intenção de votar ainda este ano uma PEC para mudar a eleição de deputados federais, estaduais e vereadores; o plano prevê transição em 2030 e voto distrital misto completo a partir de 2034, com União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, a federação PSDB‑Cidadania, Podemos e participação do PSB nas conversas.
Na simulação, as oito vagas dos candidatos mais votados em SC seriam de Júlia Zanatta (PL), Ana Paula Lima (PT), Pedro Uczai (PT), Jair Renan Bolsonaro (PL), Sargento Lima (PL), Pezenti (MDB), Gilson Marques (Novo) e Giovana Mondardo (PCdoB); Julio Garcia (PSD) ficaria em nono, com 114.391 votos, 401 a menos que Giovana Mondardo.
As outras oito vagas, calculadas pelas listas partidárias pelo método das maiores médias, resultariam em quatro para o PL (1,54 milhão de votos), duas para a federação do PT (692 mil), uma para o MDB (384 mil) e uma para o Republicanos (341 mil). Entrariam nas listas Carla Ayres (PT), com 76.477 votos; Vanessa da Rosa (PT), com 33.438; e Valdir Cobalchini (MDB), com 99.751. Saem Julio Garcia (PSD), Zé Milton (PP) e Paulinha (Podemos).
Dados locais: o PL foi o mais votado em 210 das 295 cidades catarinenses; o MDB liderou em 36, a federação do PT em 22, União/PP em 13, PSD em 5, Republicanos em 4, Novo em 3 e Podemos em 2. Em Florianópolis, a federação do PT teve 89.043 votos, 273 a mais que o PL (88.770).
No país, aplicando a mesma simulação aos 27 estados, o PT subiria de 70 para 76 deputados federais. Os sete partidos de centro que defendem a mudança perderiam 11 cadeiras no total, de 245 para 234, com variações por partido; o PL ficaria com 122 deputados. Se a vaga extra nos estados ímpares fosse contada entre os mais votados, o PT chegaria a 77.
A PEC ainda não tem texto definido e não esclarece como as duas metades seriam somadas; para entrar em vigor, a emenda precisa de três quintos dos deputados (308) e dos senadores (49), em dois turnos de votação em cada Casa.