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Padilha rebate movimento antivacina e alerta para surto nos EUA

Ministro cita 'maior surto de sarampo em 35 anos', confirma 38 casos importados no Brasil e convoca Dia D de vacinação

Redação POLITICA.SC22 de ago. de 2026 · 09h045 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Padilha rebate movimento antivacina e alerta para surto nos EUA
Reprodução: ndmais.com.br

Ministro Alexandre Padilha rebate movimento contra a obrigatoriedade da vacinação e cita “o maior surto de sarampo dos últimos 35 anos” nos Estados Unidos.

O Brasil registrou 38 casos importados de sarampo em 2025 e identificou novo foco em Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo, com cerca de 20 casos até a 1ª semana de julho.

Padilha, médico infectologista, usou a própria filha de 11 anos para reforçar a segurança das vacinas e disse que “um pai que não vacina sua criança está colocando em risco o coleguinha da escola... a cidade, a comunidade.”

Ao rebater a ideia de que vacinar é escolha apenas da família, o ministro lembrou que muitos não enfrentaram poliomielite, meningite e sarampo porque foram vacinados quando crianças.

O surto nos EUA já se espalhou para Canadá e México, e Padilha disse que a preocupação das autoridades brasileiras é alta, mas que não há previsão de restrição sanitária a passageiros dos EUA porque a OMS não recomenda bloqueios para sarampo.

O ministério recuperou o histórico: o Brasil obteve o certificado de eliminação do sarampo entre 2011 e 2014, perdeu o status após surto que chegou a 20 mil casos em São Paulo a partir de 2019, e reconquistou o selo em 2024.

Sobre o HPV, Padilha afirmou que 81% das mulheres brasileiras foram vacinadas desde a incorporação da vacina ao calendário em 2014, o que resultou numa redução de 80% na presença do vírus.

O Dia D de vacinação ocorre neste sábado, 22/08; a Campanha Nacional de Multivacinação segue até 1º de setembro, com 20 imunizantes disponíveis no SUS voltados principalmente a crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Em Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo a vacinação contra o sarampo foi ampliada para qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos; em Florianópolis o atendimento acontece em 35 Centros de Saúde.

A orientação do Ministério da Saúde é levar a caderneta de vacinação; quem não tiver documento será atendido, pois os postos consultam o sistema de registro vacinal.