ELEIÇÕES 2026Faltam 14 diasCandidatos →
InícioEleições
Eleições

UFSC aprova Política Institucional de Equidade de Gênero em 1º de julho de 2026

Resolução Normativa nº 231/2026/CUn estabelece ações obrigatórias, metas de participação e coordenação pela Proafe

Redação POLITICA.SC11 de set. de 2026 · 18h316 acessos📲 Enviar no WhatsApp
UFSC aprova Política Institucional de Equidade de Gênero em 1º de julho de 2026
Reprodução: noticias.ufsc.br

A UFSC aprovou por unanimidade em 1º de julho de 2026 a Política Institucional de Equidade de Gênero.

A Resolução Normativa nº 231/2026/CUn prevê ações obrigatórias, formações para servidores e meta de 50% de mulheres e pessoas de gênero dissidente em cargos de chefia.

A proposta foi apresentada pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) e é estruturada em três eixos: promoção da equidade, assistência e enfrentamento à violência de gênero; a Coordenadoria de Diversidade Sexual e Enfrentamento da Violência de Gênero (CDGEN) ficará responsável pela coordenação técnica.

A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Evelise Santos Sousa, afirmou que o maior desafio é promover mudança na cultura institucional para que cada unidade reconheça sua responsabilidade na efetivação da política.

A política alcança estudantes, servidores docentes, técnico-administrativos, trabalhadores terceirizados, estagiários, aprendizes, voluntários, visitantes e prestadores de serviços vinculados à UFSC.

Desde 2023 cerca de 40 representantes de diferentes segmentos integraram o grupo de trabalho que elaborou a proposta; o documento também passou por audiência e consulta pública.

Serão obrigatórias formações para servidores ingressantes no Magistério Superior, no Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e para técnicos-administrativos em Educação; empresas terceirizadas deverão oferecer capacitação a seus trabalhadores.

A comunicação oficial da UFSC deverá incorporar linguagem inclusiva de gênero em ofícios, editais, portarias, resoluções, sites, redes sociais e conteúdos de rádio e televisão; a Proafe, com apoio da Secretaria de Comunicação (Secom), elaborará guias e orientações.

A política adota perspectiva interseccional, considerando gênero, raça, classe, renda, deficiência e maternidade, e se soma às políticas de Enfrentamento ao Racismo e para Pessoas Trans já vigentes na instituição.

50% — presença mínima de mulheres e pessoas de gênero dissidente em cargos de chefia e funções gratificadas sempre que possível

1º de julho de 2026 — data da aprovação pelo Conselho Universitário (CUn)

40 — representantes no grupo de trabalho iniciado em 2023

"Será necessária uma atuação articulada e monitorada, com ações permanentes de formação e sensibilização", disse a pró-reitora Evelise Santos Sousa, sobre a implementação da política.

A Proafe, por meio da CDGEN, coordenará a implementação e o monitoramento das ações; a próxima etapa é a elaboração dos guias e das orientações pela Proafe e pela Secom para início das capacitações.