A complexidade de preservar: escala, risco e infraestrutura
Informação publicada por Jornal da Usp.

Por Maria Imaculada da Conceição, bibliotecária da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP Escrevo a partir de um lugar institucional específico: a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, cuja biblioteca reúne 660.021 itens físicos, segundo o Anuário Estatístico de 2025. Trata-se de um dos maiores acervos da Universidade por unidade. Esse número, por si só, não determina a relevância do acervo, mas expressa uma dimensão concreta da responsabilidade envolvida em sua guarda, conservação, organização e acesso. Quando se fala em preservação, é correto afirmar que quantidade não pode ser o único critério. Acervos diferem em valor histórico, raridade, estado de conservação, condições ambientais, suportes, intensidade de uso e riscos. Mas reconhecer essa complexidade não significa relativizar o peso da escala.
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