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Abdul El‑Sayed sofre ‘fogo amigo’ em Michigan a dias da eleição

Disputa entre El‑Sayed e Haley Stevens por anúncio sobre Gaza desfaz coalizão; cadeira do Senado em Michigan é crucial para a maioria democrata.

PRedação Política.SP1 de nov. de 2026, 10h31· 1 acesso
Abdul El‑Sayed sofre ‘fogo amigo’ em Michigan a dias da eleição
Reprodução: valor.globo.com

Abdul El‑Sayed enfrenta desgaste interno no Michigan a poucos dias da eleição, após disputa pública sobre um anúncio ligado à guerra em Gaza.

A cadeira do Senado pelo Michigan é a única classificada como empate nas mãos dos democratas pelo Cook Political Report, e sua defesa é crucial para a maioria no Senado.

A deputada Haley Stevens, que perdeu para El‑Sayed nas primárias, não constava na lista de participantes do comício de El‑Sayed em Detroit neste domingo (1º); a campanha teria pedido que ela não comparecesse aos eventos recentes.

A tensão começou depois que Stevens e El‑Sayed trocaram farpas durante a semana sobre um anúncio externo que critica o impacto da guerra em Gaza nos preços nos EUA; Stevens classificou o anúncio como antissemita.

Embora El‑Sayed não tenha ligação com o grupo que veiculou o anúncio, ele usou retórica similar em sua campanha, e Stevens exigiu que o candidato pedisse desculpas; El‑Sayed disse que ela parecia querer reabrir a disputa das primárias, encerrada há três meses.

A senadora Mallory McMorrow afirmou na sexta (30): "Não tenho a mínima ideia do que Haley Stevens está fazendo", ao pedir foco diante das tentativas de Trump de influenciar resultados antes da eleição.

Na quinta (29), Nancy Pelosi criticou posições de El‑Sayed e do prefeito Zohran Mamdani sobre Israel, chamando‑as de "erradas"; no dia seguinte, Pelosi reafirmou apoio a El‑Sayed no X, pedindo voto para ele e outros candidatos democratas ao Senado.

O ex‑presidente Barack Obama visitou Michigan na semana passada para apoiar El‑Sayed e disse que ele estava "lutando por mudanças reais"; a ex‑vice‑presidente Kamala Harris visitou o candidato em setembro.

El‑Sayed tem 41 anos, é filho de egípcios e, se eleito, seria o primeiro muçulmano a assumir uma cadeira no Senado dos EUA; em agosto ele pediu desculpas por comentários interpretados como justificativa para um ataque a uma sinagoga no estado.

1º — data do comício de Detroit

30 de (mês) — declaração de Mallory McMorrow à CNN

29 de (mês) — crítica inicial de Nancy Pelosi

41 anos — idade de Abdul El‑Sayed

três meses — tempo desde o fim das primárias

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