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Abin eleva para 'crítico' risco de pressão dos EUA sobre eleições brasileiras

Relatório reservado, enviado em agosto a Presidência, TSE e Ministério da Justiça, descreve escalada e medidas econômicas dos EUA.

Redação POLITICA.SP19 de set. de 2026 · 13h321 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Abin eleva para 'crítico' risco de pressão dos EUA sobre eleições brasileiras
Reprodução: operamundi.uol.com.br

A Abin elevou para "nível crítico" o risco de influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano.

O relatório reservado foi encaminhado em agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Ministério da Justiça.

O documento alerta para uma "tendência de escalada de pressão" e fala em "intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA", sem ruptura do padrão estrutural de influência.

O relatório diz que o segundo governo Trump busca reafirmar "a hegemonia dos EUA na América Latina" e pressiona pela "negação do acesso dessas potências a ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região".

Em julho, Washington anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma em Portugal, por supostos vínculos com redes de lavagem de dinheiro associadas ao PCC; a Abin classifica isso como mudança de fase na escalada de sanções.

A agência afirma que a pressão passou a incidir sobre relações financeiras, reputação empresarial, acesso ao dólar, operações internacionais e exposição de terceiros a riscos de sanções secundárias, com efeitos extraterritoriais sobre bancos, fintechs e cadeias produtivas.

O relatório cita sequência de ações: enquadramento do PCC como ameaça à segurança dos EUA; construção de narrativa sobre atuação transnacional; vinculação ao sistema financeiro estadunidense; e adoção de sanções específicas contra indivíduos e empresas brasileiras.

O documento destaca declarações do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, que atribuiu ao presidente brasileiro a responsabilidade pela imposição de tarifas, inserindo, segundo a Abin, caráter personalista à ação política estadunidense.

Em audiência no Senado em junho, Rubio relacionou a recuperação da hegemonia norte-americana na América Latina à ascensão de governos alinhados aos EUA, citando Brasil, Colômbia (então sob Gustavo Petro), Cuba, Nicarágua e Venezuela como não amigáveis.

O conteúdo do relatório foi revelado neste sábado (19/09).