Economia

Assis pode levar atendimento domiciliar do SUS a idosos acamados

Programa federal Padi Brasil, lançado em 2026, financia equipes de atenção primária para cuidar em casa de pessoas com 60 anos ou mais.

PRedação Política.SP21 de out. de 2026, 10h03

Assis pode levar o SUS até idosos acamados com o Padi Brasil, programa federal lançado em 2026.

O programa mira 1,5 milhão de idosos como público potencial para acompanhamento domiciliar.

O Ministério da Saúde criou o Padi Brasil em 2026 para financiar equipes multiprofissionais da Atenção Primária que atendem em domicílio pessoas com 60 anos ou mais que não conseguem sair de casa; as equipes podem reunir enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, assistente social e médico; o atendimento inclui avaliação clínica, funcional e de risco e um plano de cuidados individual.

O repasse federal varia de R$ 5 mil a R$ 10 mil por equipe por mês, há uma parcela única para implantação, e o investimento previsto é de cerca de R$ 500 milhões até 2027; até junho de 2026, 2.733 municípios pediram adesão, totalizando 3.677 equipes.

Assis tem 101.409 habitantes no Censo 2022 e é referência para o Vale do Paranapanema; o perfil universitário da cidade favorece a formação de equipes qualificadas e a construção de protocolos replicáveis para municípios vizinhos.

A falta de acompanhamento domiciliar tem consequências clínicas claras: hipertensão não controlada pode evoluir para AVC, desidratação pode causar confusão e queda, e escaras podem virar infecção grave; no Brasil, 80% das pessoas idosas dependem exclusivamente do SUS, e em São Paulo a população com 60 anos ou mais cresceu 60,3% entre 2010 e 2022.

101.409 — população de Assis, Censo 2022

1,5 milhão — expectativa nacional de idosos atendidos em casa

R$ 5 mil–R$ 10 mil — repasse mensal por equipe

2.733 — municípios com adesão até junho de 2026

3.677 — equipes solicitadas até junho de 2026

R$ 500 milhões — investimento previsto até 2027

60,3% — crescimento da população 60+ em SP entre 2010 e 2022

80% — idosos que dependem exclusivamente do SUS

Para participar, a prefeitura precisa credenciar-se no e-Gestor, cadastrar equipes multiprofissionais (eMulti), disponibilizar um veículo com identidade visual da Atenção Primária e registrar os atendimentos no sistema nacional.

Artigo assinado por Humberto Tobé, pós-graduado em Gestão da Saúde Pública, e Fátima Christine, mestranda em Políticas Públicas pela Universidade Católica de Brasília.

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