Assis pode levar atendimento domiciliar do SUS a idosos acamados
Programa federal Padi Brasil, lançado em 2026, financia equipes de atenção primária para cuidar em casa de pessoas com 60 anos ou mais.
Assis pode levar o SUS até idosos acamados com o Padi Brasil, programa federal lançado em 2026.
O programa mira 1,5 milhão de idosos como público potencial para acompanhamento domiciliar.
O Ministério da Saúde criou o Padi Brasil em 2026 para financiar equipes multiprofissionais da Atenção Primária que atendem em domicílio pessoas com 60 anos ou mais que não conseguem sair de casa; as equipes podem reunir enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, assistente social e médico; o atendimento inclui avaliação clínica, funcional e de risco e um plano de cuidados individual.
O repasse federal varia de R$ 5 mil a R$ 10 mil por equipe por mês, há uma parcela única para implantação, e o investimento previsto é de cerca de R$ 500 milhões até 2027; até junho de 2026, 2.733 municípios pediram adesão, totalizando 3.677 equipes.
Assis tem 101.409 habitantes no Censo 2022 e é referência para o Vale do Paranapanema; o perfil universitário da cidade favorece a formação de equipes qualificadas e a construção de protocolos replicáveis para municípios vizinhos.
A falta de acompanhamento domiciliar tem consequências clínicas claras: hipertensão não controlada pode evoluir para AVC, desidratação pode causar confusão e queda, e escaras podem virar infecção grave; no Brasil, 80% das pessoas idosas dependem exclusivamente do SUS, e em São Paulo a população com 60 anos ou mais cresceu 60,3% entre 2010 e 2022.
101.409 — população de Assis, Censo 2022
1,5 milhão — expectativa nacional de idosos atendidos em casa
R$ 5 mil–R$ 10 mil — repasse mensal por equipe
2.733 — municípios com adesão até junho de 2026
3.677 — equipes solicitadas até junho de 2026
R$ 500 milhões — investimento previsto até 2027
60,3% — crescimento da população 60+ em SP entre 2010 e 2022
80% — idosos que dependem exclusivamente do SUS
Para participar, a prefeitura precisa credenciar-se no e-Gestor, cadastrar equipes multiprofissionais (eMulti), disponibilizar um veículo com identidade visual da Atenção Primária e registrar os atendimentos no sistema nacional.
Artigo assinado por Humberto Tobé, pós-graduado em Gestão da Saúde Pública, e Fátima Christine, mestranda em Políticas Públicas pela Universidade Católica de Brasília.