Auditoria do Rio aponta R$15 milhões em débito no contrato do Poupatempo
Diferença nos atendimentos de junho levou governo a congelar pagamentos; consórcio recebeu R$14 milhões nesta semana.

Auditoria do Governo do Rio apontou impacto financeiro de cerca de R$15 milhões no contrato do Poupatempo em junho.
O governo congelou os próximos pagamentos e, mesmo assim, liberou R$14 milhões ao Consórcio Central da Cidadania; a Procuradoria-Geral do Estado vai judicializar o caso.
Em junho de 2026, o consórcio responsável pelas unidades de Bangu, Duque de Caxias e São João de Meriti declarou mais de 800 mil atendimentos, enquanto Detran e as secretarias de Educação, Transporte e Mobilidade Urbana e Defesa do Consumidor comprovaram cerca de 261 mil.
O contrato prevê pagamento de R$24,20 por atendimento; a diferença entre os registros representaria aproximadamente R$15 milhões apenas em junho.
A auditoria identificou cobranças por serviços não contabilizáveis para pagamento, como triagem, orientações, cópias de documentos, fotografias e consultas sem registro nos sistemas oficiais.
>800.000 — atendimentos declarados pelo consórcio em junho de 2026
~261.000 — atendimentos comprovados pelos órgãos estaduais parceiros em junho de 2026
R$24,20 — valor por atendimento previsto em contrato
Na quinta-feira (10), o Consórcio Central da Cidadania notificou o governo e exigiu, em cinco dias, o pagamento dos valores que afirma ter direito, ameaçando paralisar os serviços.
A auditoria será encaminhada ao Ministério Público do Estado e ao Tribunal de Contas do Estado; a Procuradoria ainda analisa a cobrança dos valores que teriam sido pagos indevidamente pelo Estado.