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Auditoria do Rio aponta R$15 milhões em débito no contrato do Poupatempo

Diferença nos atendimentos de junho levou governo a congelar pagamentos; consórcio recebeu R$14 milhões nesta semana.

Redação POLITICA.SP12 de set. de 2026 · 03h032 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Auditoria do Rio aponta R$15 milhões em débito no contrato do Poupatempo
Reprodução: tmc.com.br

Auditoria do Governo do Rio apontou impacto financeiro de cerca de R$15 milhões no contrato do Poupatempo em junho.

O governo congelou os próximos pagamentos e, mesmo assim, liberou R$14 milhões ao Consórcio Central da Cidadania; a Procuradoria-Geral do Estado vai judicializar o caso.

Em junho de 2026, o consórcio responsável pelas unidades de Bangu, Duque de Caxias e São João de Meriti declarou mais de 800 mil atendimentos, enquanto Detran e as secretarias de Educação, Transporte e Mobilidade Urbana e Defesa do Consumidor comprovaram cerca de 261 mil.

O contrato prevê pagamento de R$24,20 por atendimento; a diferença entre os registros representaria aproximadamente R$15 milhões apenas em junho.

A auditoria identificou cobranças por serviços não contabilizáveis para pagamento, como triagem, orientações, cópias de documentos, fotografias e consultas sem registro nos sistemas oficiais.

>800.000 — atendimentos declarados pelo consórcio em junho de 2026

~261.000 — atendimentos comprovados pelos órgãos estaduais parceiros em junho de 2026

R$24,20 — valor por atendimento previsto em contrato

Na quinta-feira (10), o Consórcio Central da Cidadania notificou o governo e exigiu, em cinco dias, o pagamento dos valores que afirma ter direito, ameaçando paralisar os serviços.

A auditoria será encaminhada ao Ministério Público do Estado e ao Tribunal de Contas do Estado; a Procuradoria ainda analisa a cobrança dos valores que teriam sido pagos indevidamente pelo Estado.