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Salário mínimo de R$ 1.741 elevará gasto federal em R$ 54,6 bilhões

Reajuste de R$ 120 em 2027 impacta RGPS e BPC; estudo da Rio Bravo usa cenário estático

Redação POLITICA.SP17 de set. de 2026 · 06h051 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Salário mínimo de R$ 1.741 elevará gasto federal em R$ 54,6 bilhões
Reprodução: www.poder360.com.br

O aumento do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027, reajuste de R$ 120, elevará as despesas federais em R$ 54,6 bilhões.

O impacto se divide em R$ 44,2 bilhões no RGPS (Previdência) e R$ 10,4 bilhões no BPC, elevando a despesa total de R$ 738,3 bilhões para R$ 792,9 bilhões.

O cálculo foi feito por um economista da Rio Bravo Investimentos, aplicando o novo piso à base atual de beneficiários e incluindo 13 parcelas anuais por conta do 13º salário.

No RGPS, 28,3 milhões de beneficiários recebem hoje exatamente 1 salário mínimo — 68% dos 41,6 milhões de beneficiários do regime — e as despesas vinculadas ao piso saltam de R$ 597,1 bilhões para R$ 641,3 bilhões.

No BPC, os 6,7 milhões de beneficiários recebem 1 salário mínimo e a despesa sobe de R$ 141,2 bilhões para R$ 151,6 bilhões, um aumento de R$ 10,4 bilhões.

O estudo ressalta que benefícios acima do piso são corrigidos pelo INPC e não têm impacto direto; efeitos indiretos, como elevação do piso de novas concessões e compressão entre benefícios, não foram considerados.

Também não foram incluídos no modelo crescimento do número de beneficiários, novas concessões, judicialização ou efeitos de segunda ordem sobre arrecadação; o autor estima queda marginal de famílias elegíveis ao BPC devido à elevação do critério de renda familiar per capita.

A análise conclui que o aumento real do salário mínimo estimula consumo, mas pressiona as contas públicas ao elevar despesas obrigatórias e reduzir espaço no Orçamento para despesas discricionárias, como investimentos.