Luchsinger chamou Lulinha de “sócio” em oito mensagens de WhatsApp
As trocas vão de 25/6/2024 a junho de 2023 e contrastam com depoimento dela à Polícia Federal em maio.

Roberta Luchsinger tratou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como seu “sócio” em oito mensagens e áudios encontrados.
Em depoimento à Polícia Federal, em maio, Luchsinger chamou a relação de “amizade” e negou repasses financeiros; os registros citam viagens, agendas e apresentações como parceria.
Mensagens datadas incluem: 25 de junho de 2024 a um contato salvo como “Adelaida Borg – Gerente Le Bristol”, referindo-se ao hotel Le Bristol, em Paris; 13 de maio de 2024 a “Alexandre Rodrigues”, dizendo que ficou em Brasília “com o meu sócio q é filho do pr”; 3 de março de 2024 a “Ana Carolina Alencar”, pedindo que mostrasse a “mensagem do meu sócio, Fábio”; 22 de fevereiro de 2024 em áudio a “Ana Carolina Melchert” citando “E o Fábio, meu sócio, já viajou para Barcelona”; 28 de janeiro de 2024 mencionando viagem a Genebra com “Fábio (meu sócio) filho do presidente Lula”; 10 de janeiro de 2024 em áudio a “Rose Amorim” ligando Fábio a Fernando Bittar; outubro de 2023 a um advogado de São Paulo afirmando “O fábio eh meu sócio”; e 25 de junho de 2023 a uma vendedora referindo-se à esposa do “meu sócio Fábio”.
Atualmente, fatos envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal, sendo o principal sobre suspeita de tráfico de influência no Ministério da Saúde para venda de fármacos derivados de maconha.
8 — número de trocas de mensagens e áudios citadas
25/6/2024 — data da mensagem mais recente mencionada
outubro/2023 a junho/2023 — mensagens mais antigas citadas
Na sabatina do Jornal Nacional, em 27 de agosto, o presidente Lula disse: “Eu não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim”, e chamou a lobista de “pilantra”.