Biblioteca da FE-USP segue fechada e com solução temporária após alagamentos
Teto desabou em maio; nova cobertura provisória foi instalada em 19 de setembro, mas não há data para obra definitiva nem reabertura

A biblioteca da Faculdade de Educação da USP permanece fechada e vive de uma “solução temporária” cinco meses após o desabamento do teto e dois alagamentos.
Não há data prevista para o início da obra definitiva do telhado nem para a reabertura do espaço, apesar do reconhecimento do caráter emergencial pela reitoria e da adoção de medidas para viabilizar a execução.
O primeiro alagamento ocorreu em 11 de maio, durante obras de substituição do telhado; o teto desabou e funcionários correram para salvar livros, transferindo parte do acervo ao 2º andar como medida preventiva.
Em 12 de setembro a biblioteca sofreu novo alagamento, com entrada de mais água e impacto principalmente no 2º andar; antes disso, a direção afirma que setembro registrou ao menos três episódios de alagamento.
Após o incidente de maio a USP rescindiu o contrato com a empresa responsável pela reforma e colocou uma lona provisória; em 19 de setembro a universidade contratou emergencialmente uma nova cobertura provisória, considerada mais resistente pela administração da biblioteca.
Servidores executaram a retirada do acervo em 10 dias em maio, com contratação de carregadores paga pela própria Faculdade de Educação; a unidade não tem autonomia para dar andamento às obras do edifício.
A mobilização da comunidade levou a um ato em 28 de setembro que entregou 2.500 assinaturas exigindo licitação emergencial; Reinaldo Santos, diretor do Sintusp, diz que o ato foi “determinante” e que houve compromissos com a vice-reitoria.
250 mil itens — tamanho total do acervo
60 mil obras raras — itens catalogados como raros
40 mil livros didáticos — parte do acervo que caracteriza a coleção
A direção da biblioteca afirma haver “avanço importante nas últimas semanas” depois do reconhecimento da emergência pela reitoria, mas afirma também que a cobertura atual é temporária e que a previsão de duração da obra só ficará mais clara nos próximos meses.