Boulos chama de “chantagem do mercado” pressão por ajuste fiscal
Ministro defende cortes em privilégios, cita R$ 600 bilhões em desonerações e enumera três prioridades para o pacote

Guilherme Boulos chamou de “chantagem do mercado” a pressão por ajuste fiscal e afirmou que ceder a ela anula a democracia.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência disse, em entrevista publicada em 31.out.2026, que cortes devem recair sobre privilégios, não sobre políticas para os mais pobres, e listou três frentes prioritárias: revisão de desonerações fiscais, enfrentamento de supersalários e mudanças nas emendas parlamentares impositivas.
Boulos afirmou que “o corte que queremos é em privilégios” e citou quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais como alvo a ser revisto.
Ele também declarou que contrapor a “chantagem de mercado” à vontade popular equivaleria a comprometer a democracia: “Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular. Isso é anular a democracia.”