Brasil promete restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030
O governo também inclui 3,51 milhões de km² para prevenção, somando 3,67 milhões de km² nas metas voluntárias LDN.

O Brasil se comprometeu a restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030.
Além da restauração, o país prevê ações de prevenção, conservação e manejo sustentável em 3,51 milhões de km², totalizando 3,67 milhões de km² nas metas LDN.
As iniciativas incluem recuperação de vegetação nativa, investimento em sistemas agroflorestais e ações em unidades de conservação, territórios indígenas, áreas de preservação permanente e bacias hidrográficas.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, declarou que o Brasil tem sido proativo na convenção para aumentar a capacidade de mobilização dos países.
A representante regional da UNCCD para América Latina e Caribe, Laura Meza, afirmou que a meta brasileira posiciona a América Latina entre as regiões com maior volume territorial comprometido com sustentabilidade do solo.
A diretora adjunta da FAO, Nora Barahona, disse que o Brasil tem a responsabilidade de cumprir as metas e servir de referência global para apoiar outros países-membros.
O país usa 2020 como referência, quando tinha 55,7 milhões de hectares com tendência à degradação; a neutralidade exige manter ao menos esse total até 2030.
O compromisso formal do Brasil chega com quase 10 anos de atraso: o conceito de LDN foi formalizado pela ONU em 2015, o processo de envio das metas começou em 2017, e a Comissão Nacional de Combate à Desertificação foi criada em 2015, extinta em 2019 e retomada em 2024.