Calprotectina fecal é incorporada ao SUS para monitorar Doença de Crohn
Exame não invasivo entrou na tabela do SUS após adoção no PCDT de maio de 2026; incorporações começaram em abril de 2024

A calprotectina fecal, exame não invasivo para monitorar inflamação intestinal, foi incorporada ao SUS para pacientes com Doença de Crohn envolvendo o cólon.
A incorporação técnica ocorreu em abril de 2024; em maio de 2026 o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) incluiu o exame e ele foi incluído na Tabela do SUS para uso e registro na rede pública.
O teste é feito em amostra de fezes e mede a concentração da proteína calprotectina, liberada por células de defesa; níveis elevados podem sinalizar inflamação mesmo sem sintomas, ajudando a decidir se é necessário repetir a colonoscopia.
A calprotectina fecal não substitui a colonoscopia no diagnóstico, mas serve para monitoramento de pacientes já diagnosticados com Doença de Crohn que envolve o cólon, ajudando a evitar procedimentos desnecessários.
A Dra. Danielle Kiatkoski, gastroenterologista e diretora científica do Instituto Brasileiro para Estudo da Doença Celíaca (IBREDOC), disse que o exame "deve ser interpretado em conjunto com os sintomas, o histórico do paciente e outros exames" para definir resposta ao tratamento e necessidade de nova colonoscopia.
Aline Oliveira, gerente de produto em autoimunidade da Thermo Fisher Scientific para a América Latina, afirmou que ampliar o acesso a métodos não invasivos é essencial e que o desafio agora é transformar a incorporação em acesso efetivo para os pacientes.
O acompanhamento segue a estratégia treat-to-target, que combina controle de sintomas e indicadores objetivos; a calprotectina fecal também é usada no monitoramento da retocolite ulcerativa, e a ampliação do debate pode ser o próximo passo.