Câmara 2026: mais mulheres, menos representação negra
Bancada feminina sobe para 109 deputadas (21,2%), mas deputados pretos e pardos caem de 139 para 135 (26,3%).

A Câmara terá 109 deputadas em 2026, ou 21,2% das 513 cadeiras, ante 90 em 2022.
Se a proporção de mulheres observada nas federações de esquerda se repetisse, o Congresso teria cerca de 209 deputadas — 100 a mais que as 109 eleitas — e a representação feminina subiria para 41% dos assentos.
As deputadas brancas passaram de 56 para 73 entre 2022 e 2026; as mulheres negras (pretas e pardas) avançaram de 31 para 34, e 17 das 19 novas vagas femininas foram ocupadas por parlamentares brancas.
A parcela de mulheres negras na bancada feminina recuou de 34,4% para 31,2%.
No recorte racial geral, a bancada autodeclarada preta e parda caiu de 139 para 135 deputados, recuando de 27,1% para 26,3% da Casa.
A população brasileira é 51,5% feminina e 55,5% autodeclarada preta ou parda, segundo o Censo de 2022; a Câmara será ligeiramente mais feminina, mas proporcionalmente menos negra.
A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) elegeu 34 deputadas entre 88 cadeiras (38,6%); a Federação PSOL-Rede teve oito mulheres entre 15 parlamentares (53,3%).
A União Progressista (União Brasil e PP) elegeu 14 mulheres entre 87 cadeiras (16,1%); PSDB-Cidadania elegeu uma mulher entre 11 (9,1%); PRD-Solidariedade, uma entre sete (14,3%).
Dentro da Brasil da Esperança, PCdoB elegeu sete mulheres em 11 vagas (63,6%); PT, 25 em 70 (35,7%); PV, duas em sete (28,6%).
No PSOL-Rede, todas as oito deputadas pertencem ao PSOL, que elegeu oito mulheres em 14 cadeiras (57,1%); a Rede não elegeu mulheres.
Entre legendas que concorreram isoladas: PL elegeu 22 deputadas entre 121 cadeiras (18,2%); Podemos, sete entre 27 (25,9%); PSB, cinco entre 15 (33,3%); MDB, cinco entre 36 (13,9%); PSD, cinco entre 43 (11,6%); Republicanos, cinco entre 41 (12,2%); Novo, duas entre 10 (20%).
A distribuição das vagas mostra que a bancada feminina concentra-se no campo progressista, enquanto homens predominam nas bancadas de centro e direita, mantendo a maioria conservadora no Congresso.