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Coalizão Vida em Conta entrega às campanhas 10 propostas para reduzir desigualdade

O documento reúne 140 economistas e 70 organizações e traz metas, fundo de transporte, política de cuidados e mudanças tributárias.

PRedação Política.SP20 de out. de 2026, 09h31

A coalizão Vida em Conta apresentou o documento “10 Propostas para um Novo Ciclo de Desenvolvimento no Brasil”.

O texto será entregue às campanhas dos dois candidatos à Presidência da República.

A iniciativa reúne cerca de 140 economistas e 70 organizações da sociedade civil e propõe transformar cinco frentes das Diretrizes para um Projeto de País em compromissos concretos para o próximo ciclo de governo.

As principais medidas incluem: estratégia permanente com metas e indicadores de renda, riqueza, gênero, raça e território; criação de um Fundo Nacional de Mobilidade Urbana para implantar a Tarifa Zero; política nacional de cuidados com ampliação de creches e centros-dia; aumento da alíquota mínima efetiva do Imposto de Renda para os super-ricos; revisão de regimes fiscais e subsídios, condicionando incentivos à economia de baixo carbono; e regulamentação da nova jornada após o fim da escala 6x1.

O documento reconhece avanços desde 2023 — combate à fome e pobreza, queda da inflação, geração de empregos, crescimento econômico, proteção ambiental, retomada do investimento público e maior projeção internacional — e alerta para desigualdades profundas, riscos climáticos crescentes e dependência tecnológica.

"Reduzir desigualdades requer investimento público e capacidade de implementar políticas de longo prazo", afirmou Maiara Folly, diretora executiva da Plataforma CIPÓ, integrante da coalizão.

"Não existe contradição entre responsabilidade fiscal e bem-estar. A questão é quem paga e para onde vai o dinheiro", declarou o economista Marco Antonio Rocha, professor da Unicamp e diretor do Transforma.

140 — economistas que integram a coalizão

70 — organizações da sociedade civil na coalizão

10 — propostas contidas no documento

O documento também sugere adaptar o vale-transporte para financiar a gratuidade do transporte por contribuição vinculada à folha salarial e usar recursos de revisão de subsídios para adaptação climática, política industrial seletiva e infraestrutura digital pública.

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