De que adianta tanta paz interior se não conseguimos conviver?
Informação publicada por Glamurama.

Você já percebeu como uma única opinião pode mudar a maneira como enxergamos alguém que amamos? Uma conversa de família, um comentário no grupo de amigos, uma discussão sobre as eleições. De repente, aquela pessoa com quem dividimos tantas histórias parece se transformar em alguém que já não reconhecemos. E tudo o que sabemos sobre ela fica em segundo plano diante de uma única diferença. O que me chama a atenção não é apenas a polarização política. É o quanto estamos vivendo de guarda levantada, prontos para responder, justificar, defender nossas certezas. Como se discordar significasse necessariamente estar em lados opostos da vida. E existe uma contradição interessante nisso tudo. Nunca tivemos tanto acesso a práticas de meditação, respiração, autoconhecimento e regulação emocional. Mas será que estamos desenvolvendo, na mesma medida, nossa capacidade de conviver?
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