Entidades da Advocacia Pública defendem AGU e rechaçam suspeitas sobre Messias
Cinco associações criticam transformar hipóteses de relatório da PF em suspeitas sobre decisões institucionais da AGU.

Entidades que representam a Advocacia Pública Federal divulgaram nota em defesa da Advocacia-Geral da União e criticaram a conversão de hipóteses em suspeitas.
As associações alertam para efeito reputacional e dizem que a divulgação das hipóteses da Polícia Federal pode gerar danos desproporcionais à credibilidade da AGU.
A nota é assinada pela Anafe, Anauni, Anajur, Anpprev e Sinprofaz, e reage à divulgação de relatório de inteligência da PF sobre a decisão da AGU de não contestar medidas do ministro André Mendonça.
O relatório da PF levantou hipóteses para a decisão da AGU, entre elas “preservação de relação política” entre o advogado-geral Jorge Messias e o ministro Mendonça, o apoio público de Mendonça à indicação de Messias e proximidade religiosa entre os dois.
Outras explicações no documento incluem avaliação de que os pedidos não eram juridicamente cabíveis, cautela para evitar confronto institucional com o STF, e avaliação política sobre efeitos de atuação do Executivo em investigações.
As entidades ressaltam que essas explicações são hipóteses de inteligência, não motivações comprovadas, e que o próprio relatório reconhece ser necessário conhecer os fundamentos formais adotados pela AGU.
A AGU afirmou que sua decisão foi pautada em critérios técnicos e jurídicos e que não tinha competência para adotar as providências solicitadas pela PF.
No domingo, 6.set.2026, o advogado-geral Jorge Messias afirmou: "A função pública jamais deve se orientar por amizades, afinidades ou circunstâncias pessoais" e disse ter respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para agir com independência técnica.
As entidades pedem que divergências sobre estratégia jurídica e competências institucionais sejam resolvidas pelos mecanismos previstos no Estado de Direito, e não transformadas automaticamente em indício de suspeição.