Eleições

Entidades religiosas e movimentos sociais apoiam Lula no segundo turno

Manifesto divulgado em Brasília, em 17 de outubro de 2026, liga o voto à defesa da soberania, democracia e políticas sociais

PRedação Política.SP19 de out. de 2026, 11h31· 2 acessos
Entidades religiosas e movimentos sociais apoiam Lula no segundo turno
Reprodução: jornalggn.com.br

Entidades religiosas, pastorais e movimentos sociais declararam apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, em 17 de outubro de 2026.

O manifesto associa o voto à defesa da soberania nacional, da democracia, da proteção ambiental e de políticas públicas voltadas à população vulnerável.

O documento intitulado “Pela soberania brasileira, por nossa Casa Comum, pela vida e pela democracia” foi divulgado em Brasília e assinado por Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP); Comissão Justiça e Paz de Brasília; Comissão Pastoral da Terra (CPT); Pastoral Carcerária; Movimento de Educação de Base (MEB) e Movimento Nacional Fé e Política.

Também assinam comunidades eclesiais de base, pastorais de ecologia, juventude, trabalhadores e população em situação de rua, além de coletivos de direitos humanos, associações comunitárias e entidades de economia solidária.

Entre outros signatários estão a Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara; a Pastoral da Ecologia Integral de Canoas (RS); o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras; a Associação de Mulheres Maria Felipa, na Bahia; e o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, em São Paulo.

O texto defende que soberania inclua alimentação, saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente, pede fortalecimento da produção nacional de vacinas e medicamentos e ampliação da capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS), além de autonomia sobre recursos naturais e dados digitais.

O manifesto destaca a defesa do pré-sal, a proteção de água, lítio e nióbio e a manutenção de uma atuação internacional independente, rejeitando submissão a interesses estrangeiros.

Inspiradas na encíclica Laudato Si’, as organizações defendem preservação da Amazônia e demais biomas, proteção das águas e garantia dos direitos de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, incluindo demarcação territorial e reparações.

“O texto afirma: ‘Votar em Lula no segundo turno é, portanto, traduzir valores em políticas públicas’”, diz o manifesto.

As entidades concluem que, diante das alternativas do segundo turno, a reeleição de Lula representa a possibilidade mais consistente de preservar a democracia e o Estado de bem-estar social.

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