Entidades religiosas e movimentos sociais apoiam Lula no segundo turno
Manifesto divulgado em Brasília, em 17 de outubro de 2026, liga o voto à defesa da soberania, democracia e políticas sociais

Entidades religiosas, pastorais e movimentos sociais declararam apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, em 17 de outubro de 2026.
O manifesto associa o voto à defesa da soberania nacional, da democracia, da proteção ambiental e de políticas públicas voltadas à população vulnerável.
O documento intitulado “Pela soberania brasileira, por nossa Casa Comum, pela vida e pela democracia” foi divulgado em Brasília e assinado por Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP); Comissão Justiça e Paz de Brasília; Comissão Pastoral da Terra (CPT); Pastoral Carcerária; Movimento de Educação de Base (MEB) e Movimento Nacional Fé e Política.
Também assinam comunidades eclesiais de base, pastorais de ecologia, juventude, trabalhadores e população em situação de rua, além de coletivos de direitos humanos, associações comunitárias e entidades de economia solidária.
Entre outros signatários estão a Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara; a Pastoral da Ecologia Integral de Canoas (RS); o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras; a Associação de Mulheres Maria Felipa, na Bahia; e o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, em São Paulo.
O texto defende que soberania inclua alimentação, saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente, pede fortalecimento da produção nacional de vacinas e medicamentos e ampliação da capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS), além de autonomia sobre recursos naturais e dados digitais.
O manifesto destaca a defesa do pré-sal, a proteção de água, lítio e nióbio e a manutenção de uma atuação internacional independente, rejeitando submissão a interesses estrangeiros.
Inspiradas na encíclica Laudato Si’, as organizações defendem preservação da Amazônia e demais biomas, proteção das águas e garantia dos direitos de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, incluindo demarcação territorial e reparações.
“O texto afirma: ‘Votar em Lula no segundo turno é, portanto, traduzir valores em políticas públicas’”, diz o manifesto.
As entidades concluem que, diante das alternativas do segundo turno, a reeleição de Lula representa a possibilidade mais consistente de preservar a democracia e o Estado de bem-estar social.