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Gastos e estímulos do governo Lula elevam juros e apertam empresas e famílias

Desde 2023, R$300 bilhões em estímulos coincidem com Selic a 14%, recordes de inadimplência e alta da dívida pública a 82% do PIB

Redação POLITICA.SP6 de set. de 2026 · 10h322 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Gastos e estímulos do governo Lula elevam juros e apertam empresas e famílias
Reprodução: veja.abril.com.br

O governo Lula despejou R$300 bilhões na economia desde 2023, enquanto a Selic está em 14% ao ano e a dívida pública subiu de 72% para 82% do PIB neste mandato.

O efeito concreto: 9,2 milhões de empresas estão inadimplentes com R$239 bilhões em débitos e quase 6.400 negócios estão em recuperação judicial ou extrajudicial, ambos recordes.

Empresas que pediram recuperação recentemente incluem o Grupo Gennius (Habib’s, Ragazzo, Tendal), Casas Bahia, Marabraz e Braskem; Fertilizantes Heringer obteve na terça-feira 1º suspensão de cobranças por 60 dias para renegociar R$834 milhões; a Chilli Beans anunciou reestruturação para rever R$600 milhões.

Nas famílias, 82% estão endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio, enquanto o consumo recuou 0,4% e o PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre após 1,1% no primeiro.

Medidas do governo que estimulam consumo incluem isenção de imposto de renda para quem ganha até R$5.000, os programas Gás do Povo e Pé-de-Meia e autorização de saques do FGTS para quitar dívidas.

Com crédito mais caro e bancos mais exigentes, empresas relatam dificuldade para obter novos empréstimos e renegociar dívidas; bancos grandes enfocam operações com garantias, bancos menores emprestam a prazos curtos e custo alto.

Especialistas apontam causa: Claudio Damasceno, sócio da consultoria RGF, afirma que “Ao insistir nessa fórmula, o presidente age para complicar o cenário nos próximos meses.” Jucelia Lisboa, sócia da Siegen, diz que o aumento dos gastos públicos desequilibra a economia.

O Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo, manteve a Selic para controlar a inflação; Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV, afirma que “o que vivemos são os efeitos do aperto monetário.”

Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban, alerta que expandir crédito ficou mais difícil; a agência Fitch rebaixou 25 grandes empresas entre janeiro e agosto, número só inferior ao período da recessão da gestão Dilma Rousseff.

Próximo passo: o aperto monetário segue como resposta do BC à inflação enquanto empresas e famílias tentam renegociar dívidas e recorrer a recuperações judiciais.