Justiça

Governo oferece até 10 mil km de ferrovias ociosas ao setor privado via autorização

Apresentação ocorre nesta terça (15/9) na B3; carteira inclui shortlines, trechos para passageiros e terminais logísticos.

PRedação Política.SP14 de set. de 2026, 22h02· 17 acessos
Governo oferece até 10 mil km de ferrovias ociosas ao setor privado via autorização
Reprodução: diariodotransporte.com.br

Governo Federal apresenta nesta terça, 15 de setembro de 2026, na B3 em São Paulo, modelo de autorizações para até cerca de 10 mil km de ferrovias ociosas.

A carteira será trabalhada por chamamentos públicos para contratos de autorização — instrumento diferente das concessões — com prazo de 25 a 99 anos previstos na Lei nº 14.273/2021.

O Roadshow da Carteira de Leilões e Terminais Logísticos 2026 inclui sete shortlines com potencial para cargas, passageiros ou turismo, além de áreas para implantação e exploração de terminais logísticos.

Os 10 mil km não significam construção imediata: grande parte é infraestrutura existente subutilizada ou em processo de devolução das atuais concessões, como trechos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) e da Malha Sul.

A ANTT regulamentou o chamamento no fim de 2024 pela Resolução nº 6.058, definindo que entram em chamamento ferrovias não implantadas, ociosas ou em processo de devolução; a agência considera ociosidade ausência de tráfego comercial por dois anos ou descumprimento de metas pelo mesmo período.

O Corredor Minas–Rio é o primeiro teste: cerca de 733 km ligados à FCA, hoje operada pela VLI, divididos em lote de ~626 km (Iguatama–Barra Mansa e Varginha–Lavras) e lote de ~107 km (Barra Mansa–Angra dos Reis), com objetivo de recuperar ligação a Angra dos Reis para escoamento de produtos de Minas Gerais.

Em 19 de agosto de 2026 o TCU aprovou a continuidade do primeiro chamamento no Acórdão nº 2.209/2026, e em 27 de agosto a Diretoria Colegiada da ANTT autorizou o chamamento e aprovou a participação da B3, condicionando a publicação definitiva à incorporação de ajustes.

A apresentação na B3 visa identificar interesse de investidores, validar viabilidade econômica dos trechos e, quando houver propostas, possibilitar emissão de autorizações ou processos competitivos conforme as regras do chamamento.

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