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Haddad quer usar arrecadação de jogos para tratar vício em apostas no SUS

A cartilha de saúde da campanha cria o Programa Estadual de Cuidado ao Transtorno do Jogo e prevê financiamento vinculado à arrecadação com jogos.

Redação POLITICA.SP12 de set. de 2026 · 13h341 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Haddad quer usar arrecadação de jogos para tratar vício em apostas no SUS
Reprodução: www.poder360.com.br

Haddad propõe financiar tratamento do transtorno do jogo com arrecadação tributária de jogos em São Paulo.

A cartilha de propostas cria o Programa Estadual de Cuidado ao Transtorno do Jogo, prevê linha específica de atendimento no SUS e financiamento vinculado à arrecadação com jogos.

O documento não especifica quais jogos dariam os recursos, quanto seria destinado nem o mecanismo legal para vincular a arrecadação ao programa.

Além do financiamento, Haddad propõe restringir publicidade de bets em escolas, transportes e eventos públicos, fiscalização pelo Procon-SP e criação de uma força-tarefa contra apostas ilegais.

A exploração das apostas de quota fixa é regulada nacionalmente, e a legislação federal tributa o setor e determina destinação de parte da arrecadação.

Em 2025, as bets renderam cerca de R$ 10 bilhões em tributos federais.

O SUS já oferece tratamento para problemas relacionados a jogos: atendimento pode começar em UBS e seguir para Caps quando necessário.

Desde agosto, o governo federal realiza até 100 mil teleatendimentos por mês em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e seus familiares, acessíveis pelo Meu SUS Digital.

A Organização Mundial da Saúde estima que o transtorno do jogo atinge cerca de 1,2% da população adulta mundial, informação citada pelo Ministério da Saúde.

R$ 10 bilhões — tributos federais arrecadados com bets em 2025

100 mil — teleatendimentos mensais em saúde mental desde agosto

1,2% — estimativa global de adultos com transtorno do jogo