Haddad quer usar arrecadação de jogos para tratar vício em apostas no SUS
A cartilha de saúde da campanha cria o Programa Estadual de Cuidado ao Transtorno do Jogo e prevê financiamento vinculado à arrecadação com jogos.

Haddad propõe financiar tratamento do transtorno do jogo com arrecadação tributária de jogos em São Paulo.
A cartilha de propostas cria o Programa Estadual de Cuidado ao Transtorno do Jogo, prevê linha específica de atendimento no SUS e financiamento vinculado à arrecadação com jogos.
O documento não especifica quais jogos dariam os recursos, quanto seria destinado nem o mecanismo legal para vincular a arrecadação ao programa.
Além do financiamento, Haddad propõe restringir publicidade de bets em escolas, transportes e eventos públicos, fiscalização pelo Procon-SP e criação de uma força-tarefa contra apostas ilegais.
A exploração das apostas de quota fixa é regulada nacionalmente, e a legislação federal tributa o setor e determina destinação de parte da arrecadação.
Em 2025, as bets renderam cerca de R$ 10 bilhões em tributos federais.
O SUS já oferece tratamento para problemas relacionados a jogos: atendimento pode começar em UBS e seguir para Caps quando necessário.
Desde agosto, o governo federal realiza até 100 mil teleatendimentos por mês em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e seus familiares, acessíveis pelo Meu SUS Digital.
A Organização Mundial da Saúde estima que o transtorno do jogo atinge cerca de 1,2% da população adulta mundial, informação citada pelo Ministério da Saúde.
R$ 10 bilhões — tributos federais arrecadados com bets em 2025
100 mil — teleatendimentos mensais em saúde mental desde agosto
1,2% — estimativa global de adultos com transtorno do jogo