Índice mostra mulheres negras na última posição do progresso econômico entre 2016 e 2023
IJER, lançado em maio de 2026, aponta melhora geral sem redução da distância entre homens brancos e mulheres negras
O Índice de Justiça Econômica Racial (IJER) mostra que mulheres negras ficaram em último lugar na série 2016–2023.
Em 2023, homens brancos registraram 0,69 no IJER e mulheres negras 0,53, mantendo um gap próximo ao observado desde 2016.
O IJER foi desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa e Memória da Mulher Negra do Agbara (NUPEMN), co-realizado com a ActionAid e com apoio do Grupo Fundação Volkswagen.
O estudo foi lançado em maio de 2026 durante o Fórum Econômico de Mulheres Negras e analisa renda, trabalho, educação e condições de moradia entre 2016 e 2023.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que mulheres pretas ou pardas representavam 28,7% da população brasileira em 2024.
Benedita da Silva, primeira mulher negra vereadora do Rio de Janeiro, ex-governadora e deputada federal, não foi eleita ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2026.
2016–2023 — período analisado pelo IJER
0,69 — índice dos homens brancos em 2023
0,53 — índice das mulheres negras em 2023
“Crescimento e equidade não são a mesma coisa”, diz a conclusão repetida pelo estudo ao comparar avanços e distâncias entre grupos.
O debate eleitoral precisa incorporar políticas públicas específicas para reduzir as desigualdades econômicas e de representação das mulheres negras.