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João Campos enfrenta Raquel Lyra na disputa pelo governo de Pernambuco

A campanha virou para Raquel: aprovação de 68% e pesquisas recentes mostram liderança dentro da margem de erro.

Redação POLITICA.SP13 de set. de 2026 · 10h035 acessos📲 Enviar no WhatsApp
João Campos enfrenta Raquel Lyra na disputa pelo governo de Pernambuco
Reprodução: veja.abril.com.br

João Campos (PSB) participou na terça-feira 8 da procissão de Nossa Senhora da Penha em Serra Talhada, no interior de Pernambuco.

A mobilização no interior tem consequência direta: pesquisas recentes mostram Raquel Lyra (PSD) à frente de Campos dentro da margem de erro, enquanto a governadora registra 68% de aprovação.

Campos publicou vídeos ao lado da prefeita Márcia Conrado (PT), falou da importância da fé para sua família e citou Nossa Senhora do Carmo; também prometeu descentralizar atendimento oncológico para Caruaru, Vale do São Francisco e Araripe e anunciou um centro de tratamento no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada.

A peregrinação evidencia a dificuldade de Campos no interior, onde ele busca votos fora do Recife, cidade onde foi reeleito em 2024 com 80% dos votos; Raquel ampliou sua base após migrar do PSDB para o PSD, que chegou a 70 prefeitos (40% do total) e superou o PSB.

Em março, Campos tinha 60,9% das intenções de voto contra 22,2% de Raquel, segundo Paraná Pesquisas; levantamentos mais recentes, incluindo pesquisa Quaest, mostram a governadora à frente, porém dentro da margem de erro.

Campos está sem cargo desde abril, quando renunciou ao mandato; Raquel segue no governo e mantém visibilidade e controle da máquina estadual.

Nas redes sociais, Campos tem 1,1 milhão de seguidores a mais no Instagram, mas tem obtido alcance menor que Raquel.

O apoio do presidente Lula, popular em Pernambuco (60% de aprovação e 58% de intenção de voto no primeiro turno segundo pesquisa Real Time Big Data de setembro), existe, mas o petista não deve se envolver muito na campanha; o PT integra a coligação de Campos.

"Tanto a governadora quanto João se mostram como aliados do presidente. E isso favorece a governadora, que, bem avaliada, acaba criando uma tendência de continuidade", disse Priscila Lapa, doutora em ciência política pela UFPE.

O desfecho da disputa definirá o futuro político de Campos e o tamanho de sua projeção estadual.