Lara Mesquita: sem o Congresso, o presidente não é bem-sucedido
A 16 dias do primeiro turno em 4 de outubro, a professora da FGV pede atenção a votos para deputados e senadores

A 16 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, eleitores também escolhem senadores e deputados — são dois votos para o Senado este ano.
Essa escolha tem consequência direta: Lara Mesquita diz que, sem apoio no Congresso, “o presidente não é bem‑sucedido”, incapaz de aprovar a agenda de governo.
Lara Mesquita é professora na Escola de Economia de São Paulo (FGV‑EESP), pesquisadora do Cepesp e Doutora em ciência política pelo IESP‑UERJ; falou ao Estúdio CBN nesta sexta (18).
Ela recomenda votar em deputados federais e senadores que apoiem as prioridades do presidente escolhido, ou ao menos compartilhem o mesmo objetivo final, para viabilizar projetos de lei e políticas públicas.
Sobre representação feminina, o eleitorado é 53% feminino, segundo o TSE, mas entre 2018 e 2024 a média de candidaturas femininas foi 34% e apenas 17% dessas candidatas foram eleitas.
ONU Mulheres e União Interparlamentar colocam o Brasil em 139º lugar no ranking global de representação parlamentar feminina, entre 184 países.
Hoje R$ 5 bilhões em recursos públicos financiam campanhas; as regras exigem que 30% desse recurso vá para candidatas mulheres e 30% para pretos e pardos, mas Lara alerta que reserva de vagas e recursos não garantem eleição feminina.
“Mulheres que já estão no mandato têm a mesma chance de reeleição que homens, mas desistem mais de concorrer; a única garantia real é o voto dos eleitores em mais mulheres”, disse Lara Mesquita.
Uma alternativa proposta por ela é adotar cotas que reservem cadeiras no Congresso para mulheres e grupos minorizados, em vez de apenas vagas nas listas de candidatos.