Leo Dias defende Ana Castela após cachê público de R$ 850 mil
Cantora foi contratada para show em São Fidélis com pagamento via emenda parlamentar; caso gerou críticas públicas e debate em programa de TV.

Leo Dias defendeu Ana Castela após a polêmica do cachê público de R$ 850 mil.
O episódio gerou repercussão negativa nas redes sociais e críticas públicas, como as da atriz Luana Piovani.
A contratação de Ana Castela por R$ 850 mil foi confirmada para um evento em São Fidélis (RJ), com pagamento viabilizado por emenda parlamentar; o tema foi debatido no programa Melhor da Tarde nesta quarta-feira (26).
Leo Dias afirmou no programa que a responsabilidade é das prefeituras e de quem paga; "A culpa não é da Ana. A culpa é da prefeitura, de quem paga", disse ele.
Ele acrescentou que muitos artistas dependem de financiamento público e que proibir contratações municipais poderia quebrar profissionais que vivem basicamente disso.
A bancada citou a dupla Henrique & Juliano como exceção no sertanejo por recusarem sistematicamente cachês de cofres públicos.
Chris Flores destacou o contraste entre gastos altos em shows e carências em cidades pequenas, lembrando municípios com 3 mil habitantes sem saneamento, e chamou de incoerente investir quase R$ 1 milhão em um único show.
Janaína Nunes alertou que artistas que se associam a políticos correm risco à imagem e que assessorias deveriam orientar para evitar exposição política.
Thiago Pasqualotto explicou o mecanismo das emendas parlamentares que financiam eventos locais e afirmou que o público tende a associar o músico ao político que viabilizou o pagamento.
R$ 850 mil — valor do cachê contratado
3 mil habitantes — exemplo de cidade citada como carente de infraestrutura
quase R$ 1 milhão — gasto considerado incoerente por apresentadora