Lula eleva tom sobre segurança em programa de TV neste sábado (12/9)
Peça aponta quatro “inimigos” e detalha quatro frentes de ação, incluindo conversão de 138 presídios e combate a financiamento do crime

O presidente Lula vai subir o tom sobre segurança pública no programa eleitoral que será exibido na noite de sábado (12/9), na TV aberta e no rádio.
A peça associa o enfrentamento desses grupos à PEC da Segurança, aprovada na CCJ do Senado e ainda pendente de votação em plenário.
No vídeo, a campanha aponta quatro “inimigos”: traficantes, agressores de mulheres, ladrões de celular e os chamados “magnatas do crime”.
A propaganda apresenta quatro frentes: reforço da inteligência nas ações de segurança; ampliação do programa Celular Seguro; transformar 138 presídios estaduais em unidades com padrão federal de segurança máxima; e retomar territórios ocupados pelo crime.
Outra frente é o combate ao financiamento das facções, com ampliação de operações contra lideranças do crime organizado e pessoas infiltradas “na política e na Faria Lima”, com foco em seguir o caminho do dinheiro.
O programa também compara gestões e afirma que os homicídios caíram 20% na gestão Lula em relação ao período de Jair Bolsonaro, e vincula segurança a investimento em educação para jovens.
"Vamos livrar o Brasil da violência, do agressor de mulher, do ladrão que rouba na rua, do traficante que manda no seu bairro", diz Lula no trecho do vídeo, acrescentando que o combate deve ir "da esquina ao andar de cima".
A peça reflete realinhamento da estratégia eleitoral do PT após críticas internas, com orientação para mensagens mais assertivas, propostas concretas e maior presença de Lula nas redes; o programa de segurança incorpora essa nova orientação.
138 presídios — unidades estaduais a serem adaptadas ao padrão federal de segurança máxima
20% — queda alegada nos homicídios na gestão Lula em relação ao período Bolsonaro
O programa vai ao ar na noite de sábado (12/9), no horário da propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio, e a PEC da Segurança ainda precisa ser votada em plenário do Senado.