Justiça

Mineração de terras raras avança em MG apesar de batalhas judiciais

TCU recomendou arquivamento em 15/10; novo portal da ANM registra salto de 485,4% nas pesquisas em quatro anos.

PRedação Política.SP18 de out. de 2026, 02h31· 2 acessos
Mineração de terras raras avança em MG apesar de batalhas judiciais
Reprodução: www.metropoles.com

Setor de terras raras avança em Minas Gerais com investimentos bilionários e decisões técnicas que frearam requerimentos de auditoria.

A ANM lançou um Portal de Minerais Críticos nesta segunda metade de outubro e registrou aumento de 485,4% nas autorizações de pesquisa desses minerais nos últimos quatro anos.

Em 15/10 a Unidade de Auditoria do TCU recomendou arquivar pedido de auditoria nos projetos do Sul de Minas por não identificar ilegalidades; o caso aguarda veredito do Plenário com relatoria do ministro Antônio Anastasia.

Em 13/10 a Justiça Federal declarou-se incompetente para julgar ação do MPF e determinou a transferência do processo para a Justiça Estadual de Minas Gerais.

O MPF pedia o travamento dos licenciamentos ambientais dos projetos Colossus (Viridis) e Caldeira (Meteoric/Lynas), citando destinação de efluentes e índices de radioatividade nos resíduos de pesquisa.

Empresas australianas somam cerca de R$ 3,96 bilhões em projetos no Planalto de Poços de Caldas, Caldas e Araxá; a Lynas comprou a Meteoric Resources por R$ 3,5 bilhões para assumir o projeto Caldeira.

A St George Mining informou aumento de 75% no volume estimado de terras raras do Projeto Araxá e aportou R$ 254 milhões para plantas industriais e compensações em Araxá.

Comunidades quilombolas em Araxá relatam pressão imobiliária e compra de fazendas vizinhas por empresas; lideranças apontam falta de consulta prévia e riscos culturais e hídricos.

Em Poços de Caldas as cavas de mineração avançam até cerca de 300 metros de áreas habitadas, incluindo residências, escolas e hospitais, e geram preocupação sobre contaminação de poeira e proteção de nascentes.

"A gente sai do ciclo do ouro... e entra agora nesse novo ciclo que vai envolver os minerais críticos", declarou a secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Mila Corrêa.

Próximo passo: o Plenário do TCU vota o parecer sob a relatoria do ministro Antônio Anastasia, e o processo movido pelo MPF seguirá tramitação na Justiça Estadual de Minas Gerais.

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