Moro cita hospital que não existe durante sabatina e vira alvo na Justiça
Candidato ao governo do Paraná mencionou a “Santa Casa de Cascavel”; ação no TRE questiona registro por falta de plano de governo.

Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, citou nesta segunda-feira (17) uma “Santa Casa de Cascavel” que não existe.
A gafe gerou críticas públicas, entre elas da jornalista Cinthia Lages, que afirmou que Moro “é uma das pessoas mais desqualificadas do Brasil”.
Na sabatina do Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, Moro disse ter visitado hospitais no estado e ouvido de gestores da tal “Santa Casa” sobre um déficit de R$ 500 mil por mês.
Cascavel não tem uma Santa Casa; hospitais de referência na cidade mencionados são Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho, Hospital de Ensino São Lucas e Hospital do Câncer/Uopeccan.
Além da gafe, a candidatura de Moro foi registrada em 7 de agosto sem o plano de governo, e a coligação “A Mudança Continua” protocolou notícia de irregularidade no TRE-PR nesta quarta-feira (12).
A coligação, formada por PSD, Republicanos, MDB, Democrata, Avante, Federação PSDB/Cidadania e Federação União Progressistas, defende que a ausência do plano compromete o direito dos eleitores à informação.
A assessoria de Moro alegou que a legislação permite complementar documentos até 15 de agosto e que a apresentação posterior do plano não caracteriza omissão.
O advogado Diego Campos, que representa Sandro Alex (PSD), afirmou que Moro teria antecipado o registro para abrir mais cedo o CNPJ de campanha e produzir material, o que poderia dar vantagem competitiva ilegal.
R$ 500 mil — déficit mensal citado por Moro, referente à suposta Santa Casa de Cascavel.
Cinthia Lages declarou que Moro foi “desmentido” e sugeriu problemas de cognição: “me parece que ele realmente tem esse problema de cognição.”
Se o TRE-PR acolher a representação, Moro poderá ser intimado a apresentar o plano em prazo judicial; a ausência pode levar ao indeferimento do registro.