Brasil promete restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030
Anúncio foi feito na COP17, em Ulaanbaatar; metas incluem restauração e conservação que somam 3,67 milhões km²

Brasil promete restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030.
Além da restauração, o país prevê conservar outros 3,51 milhões km², totalizando metas LDN de 3,67 milhões km².
O anúncio ocorreu na 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), em Ulaanbaatar, Mongólia, com medidas para recuperar vegetação nativa e investir em sistemas agroflorestais.
As ações também abrangem unidades de conservação, territórios indígenas, áreas de preservação permanente e bacias hidrográficas.
O Brasil usa 2020 como referência, quando tinha 55,7 milhões de hectares com tendência à degradação; para neutralidade, precisa manter esse patamar até 2030.
As metas LDN são compromissos voluntários; 131 dos 196 países membros da UNCCD se comprometeram a estabelecer metas similares.
O país formalizou a Política Nacional de Combate à Desertificação pela Lei nº 13.153 em 2015; a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) foi criada, extinta em 2019 e reorganizada em 2024 pelo Decreto nº 11.932.
163.000 km² — área prometida para restauração
3,51 milhões km² — área prevista para prevenção, conservação e manejo sustentável
3,67 milhões km² — total das metas LDN (restauração + conservação)
55,7 milhões ha — referência de 2020 com tendência à degradação
"A cada dia que passa, crescem as áreas sujeitas à seca e à degradação da terra... é uma ação decisiva de cooperação internacional contra a desertificação", disse o ministro João Paulo Capobianco em Ulaanbaatar.
Prazo para cumprir a meta de neutralidade da degradação da terra: 2030.