Nova CNH gera economia de R$ 9,6 bilhões em oito meses
Tempo médio de obtenção caiu 30% e 7,3 milhões de requerimentos foram feitos de janeiro a agosto

As mudanças nas regras da CNH geraram R$ 9,6 bilhões de economia para motoristas em oito meses.
O tempo médio para obter a CNH caiu 30% e 4% dos candidatos conseguem o documento em até 30 dias, mas 40,6% ainda demoram mais de 180 dias.
De janeiro a agosto houve 7,3 milhões de requerimentos — alta de 216,0% sobre os 2,3 milhões no mesmo período de 2025 — reflexo da redução de custos e facilidades na emissão.
O Contran aprovou no fim de 2025 normas que flexibilizaram exigências e digitalizaram etapas; a redução de custos vem dessas mudanças.
Principais alterações: fim da obrigatoriedade de aulas exclusivamente em autoescolas; cursos teóricos digitais gratuitos; aulas práticas com instrutores autônomos credenciados; carga prática mínima caiu de 25 para 2 horas.
Houve aumento de 121,4% na realização dos cursos teóricos desde a mudança; exames médicos, provas teórica e prática e registro biométrico continuam obrigatórios.
Para renovações, condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores passaram a ter direito à renovação automática e gratuita em determinadas condições; foram 1,7 milhões de renovações automáticas, gerando R$ 1,44 bilhão de economia.
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o conjunto de medidas reduziu significativamente o custo da primeira habilitação, historicamente apontado como barreira de acesso para populações de menor renda.
Entidades de autoescolas criticam as mudanças, alegando riscos à qualidade da formação; nos primeiros meses, 13,2% dos novos habilitados fizeram aulas práticas com instrutores autônomos.
Registrou-se também queda de 77% nos registros de infração para novos habilitados no período analisado.