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Nova gestão do Jockey depõe na CPI da Câmara e critica administração anterior

Audiência nesta terça (25/08) ouviu membro do conselho e investidor; dois ex-presidentes não compareceram.

Redação POLITICA.SP25 de ago. de 2026 · 16h072 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Nova gestão do Jockey depõe na CPI da Câmara e critica administração anterior
Flickr user Jeff Kubina (CC BY-SA 2.0) via Wikimedia Commons

A CPI do Jockey Club se reuniu nesta terça (25/08) na Câmara Municipal de São Paulo para ouvir depoimentos da nova administração e de investidores.

O colegiado aprovou requerimentos durante a sessão e espera novas oitivas posteriores.

Foram convidados Vicente Renato Paolillo, presidente interino do Jockey, e Benjamin Steinbruch, ex-presidente e membro do Conselho de Administração, mas ambos não compareceram; Paolillo encaminhou justificativa e será chamado em outra data.

Roberto de Almeida Demenato Garcia Figliolini, sócio da TDC Consultoria, foi intimado e deverá comparecer por medida coercitiva à CPI.

O primeiro a depor foi Fabrício Antônio Guidorzi Buffolo, membro do Conselho de Administração desde fevereiro deste ano, que apontou falhas na gestão passada e disse ser necessária mudança de estratégia para manter o Jockey em funcionamento.

Buffolo afirmou que “a grande maioria das construções no Jockey Club são tombadas” e que os recursos deveriam ir para recuperação e manutenção, criticando envio inicial de recursos da Lei Rouanet para justificar manutenção e TDC.

Ele informou que já foi enviada uma segunda prestação de contas à Prefeitura, que há uma auditoria em andamento e que a nova administração está em conversa com a Prefeitura para superar o passivo.

Em seguida, José Emílio Pessanha, investidor da Nova Paulista Empreendimentos Imobiliários Ltda., disse que aplicou mais de R$ 5 milhões em empreendimento na Consolação, mas afirmou ser “investidor ausente” e não participar da execução da obra.

O relator da CPI, vereador Carlos Bezerra Jr. (PSD), avaliou que o depoimento do conselheiro reforça a abertura da nova administração e cobrou a auditoria forense sobre execução dos recursos ligados aos TDCs; ele citou mais de R$ 60 milhões repassados pela Prefeitura sem comprovação.

O presidente da CPI, vereador Gilberto Nascimento (PL), afirmou que há diferença de visão na nova gestão, mas que os atuais também respondem por problemas anteriores, citando questionamento judicial sobre erros na gestão passada, inclusive a questão do TDC.

A CPI contou com os parlamentares Gilberto Nascimento (PL), Sansão Pereira (REPUBLICANOS) – vice-presidente, Carlos Bezerra Jr. (PSD), Roberto Tripoli (PV) e Guilherme Corrêa (UNIÃO).