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Produtores do oeste do Pará entram no PAA e podem vender até R$10 mil por ano

Habilitação alcança comunidades de Oriximiná e veio por parceria da Emater, ACOMTAGS e MRN

Redação POLITICA.SP25 de ago. de 2026 · 17h342 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Produtores do oeste do Pará entram no PAA e podem vender até R$10 mil por ano
Leider Silva Só (Public domain) via Wikimedia Commons

Agricultores das comunidades Casinha e Ascenção, na região do Lago Sapucuá em Oriximiná, foram habilitados no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Com a habilitação, cada produtor pode vender até R$ 10 mil por ano em alimentos pelo PAA.

A inclusão foi viabilizada por parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), a Associação das Comunidades das Glebas Trombetas e Sapucuá (ACOMTAGS) e a Mineração Rio do Norte (MRN).

O PAA é gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e destina alimentos direto de agricultores familiares a creches, asilos, restaurantes populares, bancos de alimentos, unidades vinculadas à Central de Abastecimento (Ceasa) e ao Mesa Brasil do Sesc.

O programa prioriza inclusão produtiva de povos indígenas, comunidades quilombolas e mulheres do campo, e visa ampliar o acesso à alimentação de pessoas em situação de vulnerabilidade e incentivar a produção da agricultura familiar.

A habilitação foi apoiada pelos projetos de Apoio à Agricultura Familiar e de Sistemas Agroflorestais (SAFs), do Programa de Educação Socioambiental da MRN, que oferecem assistência técnica, cursos, oficinas e orientações de gestão.

43 famílias atendidas nas comunidades Boa Nova, Saracá, Casinha, Camixá e Lago Batata

305 ações realizadas em 2025 (visitas técnicas, cursos, palestras e oficinas)

1.296 participações de agricultores e comunitários nas ações

Jéssica Naime, gerente-geral de Desempenho Social e Comunicação da MRN, afirmou que o programa gera oportunidades, valoriza o trabalho do campo e fortalece cadeias produtivas locais.

O agricultor Lázaro Figueiredo de Souza, da comunidade Ascenção e integrante do projeto de Apoio à Agricultura Familiar da MRN, disse que conseguiu construir casa e oferecer oportunidades aos filhos após o fortalecimento da produção.