O bolsonarismo não morreu, mas sofreu um baque, por Francisco Calmon
Informação publicada por Jornal Ggn.

O bolsonarismo não morreu, mas sofreu um baque, por Francisco Celso Calmon Esses bolsonaristas são covardes. Lembro da nossa geração, que enfrentou 21 anos de ditadura. Fui perseguido por mais de 21 anos, de 1964 a 1988, da adolescência à vida adulta. Chegaram a me oferecer a possibilidade de exílio no Chile, por meio do arcebispo do Espírito Santo, que considerava que eu deveria me exilar. Eu disse não. Fui enfrentar a vida e continuar militando, buscando novas modalidades de atuação. Não mais na luta armada, tínhamos perdido, mas, continuei atuando onde podia: formando associações de profissionais, escutando, escrevendo e dando entrevistas à mídia. Lula, mesmo com condenação ilegítima, se entregou a permaneceu preso por 580 dias. E eles, ao menor sinal de dificuldade, se escondem. Atuam como frouxos. Ou estão na prisão, ou são fugitivos da Justiça. Mas não estão mortos.
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