País precisa preparar cuidadores para envelhecimento, alerta especialista
Plano Nacional do Cuidado, em elaboração no final de 2025, exige capacitação, redes de apoio e valorização dos cuidadores.

Zilah Daijo afirma que o Brasil precisa preparar cuidadores para cuidar da população que envelhece.
O Plano Nacional do Cuidado, em elaboração no final de 2025, demanda ampliação da capacitação e de redes de apoio para cuidadores.
Cuidadores — familiares, em sua maioria mulheres, ou profissionais — acompanham consultas, administram medicamentos, auxiliam na alimentação, estimulam mobilidade e observam mudanças no estado de saúde.
Milhões de brasileiros assumem cuidados sem direitos ou proteção, muitos deixam o mercado de trabalho, perdem renda e enfrentam desgaste físico e emocional.
Cuidadores profissionais crescem em necessidade, mas enfrentam falta de qualificação contínua, reconhecimento social e valorização salarial.
A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) idealizou o 1º Fórum Itinerante de Cuidadores de Pessoas Idosas, em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo.
O Fórum se apoia no Programa Cuidando de quem Cuida, executado há 10 anos, e pretende dar voz aos cuidadores sobre autocuidado, relação com famílias e regulamentação da profissão.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que países fortaleçam políticas de cuidados de longa duração para responder ao envelhecimento populacional.
10 anos — duração do Programa Cuidando de quem Cuida
final de 2025 — prazo em que o Brasil elabora o Plano Nacional do Cuidado
"Cuidar de quem cuida deixou de ser apenas um gesto de solidariedade", escreveu Zilah Daijo, presidente da Comissão de Assistência Social da Bunkyo.
O próximo passo é realizar o 1º Fórum Itinerante de Cuidadores de Pessoas Idosas para incorporar a voz dos cuidadores na implementação da nova política do cuidado.