Paulo Paim: “O fascismo, a direita, não há de retornar”
O senador diz confiar no eleitorado e destaca que dois terços do Senado estarão em disputa nas eleições de 2026

O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou: “O fascismo, a direita, não há de retornar”.
A eleição de 2026 definirá o equilíbrio institucional no Congresso a partir de 2027, com dois terços das cadeiras do Senado em disputa.
Paim deu a declaração em entrevista ao Bom Dia 247 e relacionou a disputa de 2026 à defesa da democracia.
Ele disse acreditar na capacidade do eleitorado de impedir que setores da direita conquistem maioria suficiente no Senado para pressionar o STF ou abrir processos de impeachment contra ministros.
O senador afirmou confiar no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e no trabalho de sua equipe para dificultar uma mudança de rumo político.
Paim lembrou tentativas de ruptura institucional já registradas e afirmou que setores que não venceram por meios institucionais ainda usam ameaças como instrumento de pressão.
O senador relatou experiência pessoal durante a ditadura: foi afastado do ginásio noturno para trabalhadores em Caxias do Sul por participar de mobilizações pró-democracia.
Ele também citou programas sociais do governo como fator de consolidação do apoio democrático e citou o desempenho de candidaturas progressistas em estados decisivos, incluindo duas candidatas em primeiro lugar em São Paulo.
2/3 das cadeiras do Senado — estarão em disputa na eleição de 2026; isso pode decidir votações sobre ministros do STF.
“Eu acredito no povo brasileiro, acredito na democracia, acredito na soberania, acredito na liberdade, acredito na justiça social”, disse Paim, reafirmando que a direita não terá maioria no Senado.
Paim afirmou que a preservação da democracia dependerá da mobilização política e eleitoral da sociedade nas eleições de 2026.