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PEC que acaba com 6×1 aprovada; FecomercioSP prevê prejuízos e custo extra de R$158 bi

Entidade diz que mudança aprovada na quarta (14) desorganiza escalas, eleva preços e aumenta informalidade; transição tem prazo de 14 meses.

PRedação Política.SP17 de out. de 2026, 20h31· 4 acessos
PEC que acaba com 6×1 aprovada; FecomercioSP prevê prejuízos e custo extra de R$158 bi
Reprodução: atribunasudoeste.com.br

A PEC que acaba com a escala 6×1 foi aprovada no Senado na quarta (14), diz a FecomercioSP.

A Federação estima que reduzir a jornada para 40 horas semanais pode aumentar custos nacionais com pagamentos em aproximadamente R$ 158 bilhões.

A FecomercioSP avalia que a medida pode desorganizar escalas de trabalho de diversos setores, elevar preços ao consumidor e aumentar a informalidade.

A entidade pede preservação da negociação coletiva e critica que a tramitação ocorreu em período eleitoral, sem análise profunda de impactos econômicos e de segurança jurídica.

No comércio paulista, que responde por cerca de 20% dos empregos celetistas do Estado, o varejo emprega mais de 2 milhões de trabalhadores.

Setores intensivos em atendimento empregam grandes contingentes: serviços de apoio a edifícios, transporte terrestre e alimentação fora do lar têm, cada um, mais de 600 mil empregados.

No varejo de São Paulo, vendedores e demonstradores somam cerca de 770 mil trabalhadores (37% do setor) e operadores de caixa, aproximadamente 190 mil (9%).

A FecomercioSP alerta que Micro e Pequenas Empresas, com menor capacidade financeira, serão as mais afetadas e sugere regimes tributários diferenciados e proteção aos encargos da folha.

A entidade considera insuficiente o prazo de transição de 14 meses e cita a necessidade de garantir o valor da hora trabalhada, permitindo ajustes salariais por negociação coletiva.

Dados macroeconômicos citados na avaliação mostram 9,2 milhões de negócios inadimplentes até julho de 2026, com R$ 238,6 bilhões em dívidas negativadas, e 2.466 pedidos de recuperação judicial em 2025.

A implementação exigirá reorganização de equipes, possíveis contratações adicionais, revisão de turnos e adaptação ao atendimento em fins de semana e horários de pico.

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