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Planos presidenciais ampliam IA e data centers, lacunas em telecom permanecem

Relatório da Pondera comparou Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos e detalhou convergências e falhas.

Redação POLITICA.SP21 de ago. de 2026 · 12h032 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Planos presidenciais ampliam IA e data centers, lacunas em telecom permanecem
Reprodução: teletime.com.br

Principais candidatos presidenciais ampliaram propostas sobre conectividade, inteligência artificial (IA) e data centers, mas deixaram lacunas em temas técnicos de telecomunicações.

A comparação indica que apenas dois programas detalham política de espectro, dois citam o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e só um trata especificamente de postes, dutos e direito de passagem.

A análise cobriu os programas de Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, e registra que todos incluem IA e data centers.

Ronaldo Caiado apresenta o maior nível de detalhamento para telecom: propostas para fibra e backhaul, satélites de baixa órbita, editais de espectro vinculados à cobertura e qualidade, aplicação do Fust, compartilhamento de postes, dutos e torres, regras para direito de passagem e redução da tributação de smartphones de entrada.

O programa de Lula associa conectividade a estratégia de soberania, política industrial digital e fortalecimento da capacidade tecnológica nacional, com propostas para ampliação de iniciativas de conectividade significativa, letramento digital, redução do déficit de fibra, expansão do 5G no campo e manutenção do Fust como instrumento de investimento.

Flávio Bolsonaro trata telecom pela ótica da inclusão digital, com a principal novidade de oferecer pacotes de conexão; propõe ampliar cobertura em escolas, áreas rurais, fronteiras e localidades menos atendidas, além de vincular política digital à adoção de IA, digitalização do Estado, atração de data centers e redução de encargos para energia.

Romeu Zema concentra a agenda em 5G, espectro, competição e autonomia regulatória, propondo abertura de novas faixas de espectro para áreas menos atendidas, critérios técnicos para dirigentes, coordenação entre reguladores, governo e órgãos de controle e redução de burocracia e carga tributária.

Renan Santos vincula 5G, 5G-Advanced e 6G à reindustrialização, energia e logística, propondo Zonas Econômicas Especiais e polos para semicondutores, baterias e tecnologias de maior valor agregado, além de investimento público estratégico em capacidade computacional.

A maior convergência entre candidatos e entidades privadas está em infraestrutura digital, IA, data centers, energia e formação de talentos; as diferenças concentram-se em desenho da regulação, instrumentos setoriais, soberania digital e condições econômicas para novos investimentos em redes.

As agendas tradicionais seguem decisivas para telecom: energia, trabalho, tributação, segurança jurídica e agências reguladoras permanecem como pilares nas propostas.

Também foram comparadas agendas de Conexis, GSMA, Brasscom, CNI, CNC e Movimento Brasil Competitivo; essas entidades convergem em infraestrutura digital, investimento, inovação, energia e segurança jurídica, mas divergem em tributação, trabalho e qualificação.

No recorte específico de telecom, Conexis e GSMA priorizam espectro, infraestrutura, uso do Fust, tributação e sustentabilidade dos investimentos, e a comparação identifica que regulação setorial, fundos e encargos, compartilhamento de infraestrutura, redes físicas e sustentabilidade econômica de novos ciclos de investimento estão entre os pontos menos desenvolvidos nos programas presidenciais.