Programa Nova Paraisópolis prevê R$ 2,33 bilhões em obras na Zona Sul
Secretária Elisabete França detalhou nesta quarta as intervenções em Paraisópolis, Jardim Colombo e Porto Seguro.

O Programa Nova Paraisópolis prevê R$ 2,33 bilhões em obras para Paraisópolis, Jardim Colombo e Porto Seguro, disse a secretária Elisabete França nesta quarta (22).
As intervenções incluem requalificação de 40,9 km de ruas, ampliação das redes de água e esgoto para cerca de 33,2 mil famílias, canalização dos córregos Antonico e Itararé e prolongamento da Avenida Hebe Camargo, que deve reduzir o deslocamento para a Estação São Paulo-Morumbi de aproximadamente 45 para 15 minutos.
Coordenado pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) e pela São Paulo Urbanismo, o programa prevê infraestrutura urbana, habitação e equipamentos públicos, com dois parques lineares, melhorias de drenagem e ações contra enchentes.
O plano habitacional prevê a conclusão de 812 unidades nos empreendimentos Sanfona e Vila Andrade e, em etapas posteriores, outras 2.000 moradias com prioridade para famílias em áreas de risco.
Na saúde e educação, o projeto prevê uma UPA 24 horas, um CAPS, melhorias nas UBSs, duas EMEFs, três EMEIs e um Centro Esportivo e Educacional com piscina olímpica e quadras; também há previsão de um polo no Grotão e na Praça da Paz e um complexo multiuso no Jardim Colombo.
A maior parte dos R$ 2,33 bilhões vem da Operação Urbana Consorciada Faria Lima: o leilão de CEPACs em agosto de 2025 arrecadou aproximadamente R$ 1,67 bilhão, e recursos adicionais poderão vir de outros fundos municipais.
O programa foi dividido em três lotes (Porto Seguro/Jardim Colombo; Paraisópolis Noroeste; Paraisópolis Sudeste) e os contratos terão vigência prevista de 48 meses a partir de cada assinatura.
Para uma região marcada por décadas de luta por urbanização e acesso à moradia, a permanência das famílias no território é apontada como critério central para avaliar os resultados do programa.
R$ 2,33 bilhões — total previsto para o programa
R$ 1,67 bilhão — arrecadado no leilão de CEPACs em agosto de 2025
40,9 km — ruas e vielas a serem requalificadas
33,2 mil famílias — alcance previsto para redes de água e esgoto
“A gente sabe que sempre que chega um projeto de reurbanização, as pessoas temem perder suas casas, mas... está garantido que quem tiver sua casa afetada terá um reassentamento para uma nova unidade garantida”, afirmou Elisabete França.
O próximo passo é contratar as obras por lote e assinar os contratos, para então iniciar a execução com vigência prevista de 48 meses para cada contrato.