Quando a polarização política vira custo para a cooperativa – Tais Di Giorno é Autora e Jornalista
Informação publicada por Mundo Coop.

Uma ideia tecnicamente boa é descartada porque veio de alguém que “vota no outro lado”; um funcionário deixa de fazer perguntas depois de ouvir o gestor ridicularizar pessoas com suas convicções. A reunião termina sem discussão. Na avaliação da liderança, houve consenso. Na experiência da equipe, faltou segurança para falar. É assim que a polarização pode entrar no trabalho: antes de aparecer como conflito, passa a interferir em quem gostaria de ser ouvido. Nas eleições brasileiras, o desafio das organizações vai além de administrar conversas acaloradas. Surge quando a preferência política se transforma em julgamento sobre caráter, competência e pertencimento. O colega deixa de ser alguém com quem se constrói uma entrega e passa a ser identificado como adversário. Aí mora um risco alto.
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