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Renovação de 2018 trocou metade da Câmara, mas manteve a elite

Estudo do ReDem mostra 243 deputados estreantes (47,3%) e uma cisão entre deputado típico e núcleo profissionalizado

Redação POLITICA.SP13 de set. de 2026 · 06h347 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Renovação de 2018 trocou metade da Câmara, mas manteve a elite
Reprodução: www.poder360.com.br

A eleição de 2018 renovou 47,3% da Câmara dos Deputados — 243 dos 513 eleitos — mas preservou o núcleo mais profissionalizado do Legislativo.

O resultado fez a distância entre a média e a mediana do Índice de Profissionalização Parlamentar (IPP) crescer: a diferença mais que dobrou em 2018 em relação à tendência anterior.

O ReDem, do INCT ReDem, acompanhou 3.764 deputados que exerceram mandato entre 2003 e 2024 e desenvolveu o IPP (nota de 0 a 1) para medir tempo de mandato, cargos em comissões e disposição de permanecer na Câmara; o índice foi aplicado às últimas seis legislaturas.

Em 2018 os estreantes foram 47,3% do plenário, bem acima da média de 37% registrada nos pleitos entre 1994 e 2014.

A profissionalização importa porque relatores e presidentes de comissões controlam texto, pauta e ritmo das votações; ocupar essas posições concentra poder legislativo antes do plenário deliberar.

A média do IPP manteve-se elevada porque os congressistas mais profissionalizados permaneceram em seus postos, enquanto o deputado típico (posição mediana, 257ª) foi substituído — a onda de renovação varreu a base e poupou a elite, trocando cadeiras, não quem comanda as decisões.

243 — deputados estreantes em 2018 (47,3%)

37% — média de novatos entre 1994 e 2014

3.764 — deputados acompanhados entre 2003 e 2024

0–1 — escala do IPP (índice de profissionalização parlamentar)